Gabriel de Paiva/O Globo
Gabriel de Paiva/O Globo

''Cumpri o meu dever'', diz policial que conseguiu parar o matador

Abordado na rua por duas estudantes feridas, sargento chegou à escola a tempo de evitar [br]tragédia ainda maior

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2011 | 00h00

Terceiro-sargento da Polícia Militar, Márcio Alexandre Alves, de 33 anos, lotado no Batalhão Policial Rodoviário, participava de uma operação rotineira de fiscalização de veículos com agentes do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), na Avenida Piraquara, quando foi surpreendido por duas estudantes ensanguentadas. Elas contaram que foram feridas por um homem (Wellington de Oliveira) que estava atirando na Escola Municipal Tasso da Silveira, a poucos metros da blitz.

Alves e outro policial colocaram as estudantes no carro da polícia e foram até o colégio. "Ao me aproximar da escola, ouvi disparos. Corri, subi as escadas e, quando cheguei ao segundo andar, encontrei o assassino, que apontou a arma para mim. Acho que eu o atingi no abdome. Ele caiu e depois deu um tiro na cabeça", contou o sargento.

Aplaudido e chamado de herói por outros policiais, ele disse que recebeu um beijo de uma aluna depois que retirou as primeiras crianças refugiadas de uma sala de aula. "Fico dividido entre dois sentimentos. Sinto tristeza, porque tenho filhos da mesma idade dessas crianças. Ao mesmo tempo, tenho a sensação do dever cumprido. Cheguei no instante em que ele se preparava para subir ao terceiro andar e entrar em outras salas de aula."

Munição. Assim que as crianças foram retiradas, eles começaram a vasculhar salas do colégio. Policiais ficaram impressionados com o cinturão de munições usado pelo assassino e o speed load, mecanismo que permitiu a Wellington de Oliveira recarregar a arma com velocidade.

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