Filipe Araújo
Filipe Araújo

Cumbica terá tecnologia avançada para pouso com pouca visibilidade

Aeroporto será o primeiro do País a contar com tecnologia ILS na categoria 3; companhias aéreas ainda terão de se adaptar

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

26 Junho 2015 | 22h45

Atualizado às 17h40 do dia 29 de junho

SÃO PAULO - O Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, será o primeiro do País a operar com um sistema avançado de pouso com visibilidade quase nula, o ILS CAT III (Instrument Landing System, em inglês, na categoria 3). A informação foi divulgada na sexta-feira, 26, pela Secretaria de Aviação Civil (SAC). A homologação pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ocorreu nesta segunda-feira, 29.

Maior aeroporto do país, com movimento de 39,5 milhões de passageiros em 2014, Cumbica já é um dos que menos fecha por causa de neblina ou chuva – as operações pararam por quatro horas no ano passado, com cerca de 188 voos prejudicados. Com esse novo aparelho, instalado no solo, o piloto poderá pousar se houver boas condições de visibilidade a 200 metros da pista. Hoje, o limite são 400 metros.

O sistema de pouso por instrumentos está implantado em 32 aeroportos do Brasil, nas categorias 1 e 2. Dentro da categoria 3, que é mais avançada, existem as subcategorias A, B e C – o equipamento instalado em Cumbica é o A. No C, o piloto consegue pousar sem qualquer visibilidade à frente. O investimento em Guarulhos, feito pelo Comando da Aeronáutica, foi de cerca de R$ 15 milhões.

Companhias aéreas. Para usufruir do sistema, no entanto, as aeronaves também precisam instalar um equipamento eletrônico que "converse" com a tecnologia em solo, e as tripulações precisam passar treinamento específico. “Foram quatro anos de trabalho para esse processo pioneiro no Brasil. Fizemos nossa parte de oferecer o equipamento, agora as empresa aéreas também devem se adaptar para atendermos o passageiro da melhor forma possível”, explicou o coordenador-geral de Gestão da Navegação Aérea Civil da SAC, Max Carvalho Dias.

O Estado procurou as duas maiores companhias do Brasil para saber se elas já estão adaptadas à tecnologia. A TAM informou os Boeing 777 da empresa, além da sua tripulação, estão equipados e certificados para operar na categoria ILS CAT III. “A empresa já está em processo de homologação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para certificar as demais aeronaves e tripulações que operam no terminal”, disse a empresa em nota.

Já a Gol explicou que ainda não possui essa tecnologia em suas aeronaves e nem treinamento adequado aos pilotos, mas que isso deve ocorrer após o início do funcionamento do equipamento.

Homologação. Para entrar em funcionamento, o aparelho ainda precisava ser homologado pela Anac, o que ocorreu nesta segunda-feira, 29.

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