Evelson de Freitas / AE
Evelson de Freitas / AE

Cumbica: puxadinho será permanente

Para Infraero, novo terminal inaugurado ontem é uma solução de longo prazo; local pode receber até 1,2 mil passageiros por hora

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2011 | 00h00

Inaugurado ontem, o Módulo Operacional Provisório (MOP) do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, não será provisório. É o que diz a Secretaria de Aviação Civil e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) sobre o novo terminal, chamado de "puxadinho", com capacidade para receber 1,2 mil passageiros por hora.

"O nome está errado. Esse terminal vai continuar servindo Cumbica por um bom tempo", disse o presidente da Infraero, Gustavo do Valle. "O terminal é agradável, limpo, confortável. É um engano achar que isso não pode ser uma solução de longo prazo para o aeroporto."

O "puxadinho" de Cumbica fica em uma área remota no meio do pátio de aeronaves, desconectada dos terminais principais, e serve apenas para embarque. O passageiro continua fazendo o check-in e o despacho de malas no guichê da companhia nos Terminais 1 e 2 e, se a aeronave estiver estacionada perto do MOP, o embarque provavelmente se dará pelo "puxadinho". Ônibus da Infraero levarão os passageiros até o novo terminal. Inicialmente, qualquer companhia poderá fazer o embarque pelo MOP, mas Webjet, TAM e Avianca geralmente param nas posições mais próximas do terminal.

"Foi uma obra que pôde ser feita rapidamente, em apenas quatro meses, para atender o aumento da demanda. Para aeroporto, é preciso pensar em soluções alternativas", afirmou o ministro Wagner Bittencourt, da Secretaria de Aviação Civil.

Justiça. Sobre a obra do próximo terminal remoto, o chamado "puxadão", que vai ficar na área do antigo terminal de cargas da Vasp e está sob ameaça de embargo pela Justiça, Bittencourt diz que a Infraero vai se defender. "Não é verdade que foi feita sem licitação. Houve concorrência e oito empresas participaram. Está tudo de acordo com a lei."

A juíza Louise Vilela Leite Filgueiras Borer, da 6.ª Vara da Justiça Federal em Guarulhos, deu prazo de 72 horas para a Infraero se manifestar sobre ação do Ministério Público Federal que pede interrupção imediata das obras, contratadas sem licitação por R$ 85,7 milhões. A estatal foi intimada ontem.

O próximo terminal também não vai ser provisório - terá embarque e desembarque, 32 posições de check-in e estacionamento para 2 mil vagas. "O prazo da construtora para entregar a obra completa é janeiro, mas o terminal começa a operar até 20 de dezembro, para dar conta do fim de ano", diz Valle, da Infraero. / COLABOROU FAUSTO MACEDO

Crítica

Para o engenheiro Sérgio Ejzemberg, a Prefeitura já deveria ter planejado e executado um plano de fluidez. "Pequenas intervenções não levam mais de seis meses para o estudo e o projeto."

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