Cumbica já pode alocar 4 milhões de passageiros de Congonhas

Capacidade do aeroporto poderia, com uma reforma nas pistas, movimentar 30 milhões de usuários a cada ano

Paula Puliti, da Agência Estado,

20 de julho de 2007 | 19h50

O coordenador técnico da Agência de Desenvolvimento de Guarulhos (Agende), Marcelo José Chueiri, disse nesta sexta-feira, 20, que a construção do terceiro terminal e de uma terceira pista no Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), em Guarulhos, obra estimada em R$ 2 bilhões, elevaria para 30 milhões a capacidade de movimentação de pessoas ao ano.  Lista de vítimas do acidente do vôo 3054  O local do acidente  Quem são as vítimas do vôo 3054  Histórias das vítimas do acidente da TAM  Galeria de fotos  Opine: o que deve ser feito com Congonhas?  Cronologia da crise aérea  Acidentes em Congonhas  Vídeos do acidente  Tudo sobre o acidente do vôo 3054  Atualmente, Cumbica comporta 21 milhões, mas recebe, em média, 17 milhões de pessoas. "Mesmo sem as obras de imediato, o aeroporto em Guarulhos poderia absorver quatro milhões de passageiros transferidos de Congonhas", disse Chueiri, que considerou animadoras as palavras da ministra Dilma Rousseff, informando que o Conac determinou estudos para a readequação e ampliação dos aeroportos de São Paulo, incluindo o de Cumbica. O coordenador ressaltou, entretanto, que há várias dificuldades a serem ultrapassadas. Primeiro, esclareceu, é preciso construir ao mesmo tempo o terceiro terminal e a terceira pista. Mas, enquanto a criação do terceiro terminal já está no PAC, a construção da terceira pista não está. Na verdade, a necessidade da ampliação de Cumbica com mais dois terminais de passageiros e com uma terceira pista já estava prevista no plano diretor do aeroporto, realizado há anos. Porém, para começar as obras do terminal é necessária a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pela Infraero. "O documento está há mais de um ano na presidência da Infraero para ser assinado. E, depois, ainda terá de passar pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e pela prefeitura de Guarulhos", disse Chueiri. Mesmo que a decisão anunciada nesta sexta pela ministra Dilma agilize essa assinatura, a construção de uma terceira pista enfrentaria problemas de outra ordem: a realocação de famílias instaladas em favelas e em residências no entorno do aeroporto. "Isso está muito mais atrasado do que as outras discussões", concluiu. Ponte aérea O brigadeiro da Aeronáutica, Ramon Borges Cardoso, que acompanhou o ministro da Defesa, Waldir Pires, e a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, durante a coletiva para lançamento do pacote de medidas para a aviação civil brasileira, afirmou que a tendência é que o aeroporto de Congonhas seja utilizado, nos próximos 60 dias, apenas para ponte aérea. Isso significa que os vôos de diferentes localidades com destino para São Paulo terão que voltar para o ponto de origem e não encaminhar-se para outras cidades.  Na entrevista coletiva que se seguiu à reunião do Conac, a ministra Dilma Rousseff já havia destacado que Congonhas deixaria de ser um ponto de distribuição de vôos pelo País. (Colaboraram: Fabio Graner e Renata Veríssimo, da Agência Estado)

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