Cumbica está saturado; Viracopos é a alternativa

Análise: Jorge Leal Medeiros

ENGENHEIRO AERONÁUTICO, PROFESSOR DOUTOR DA ESCOLA POLITÉCNICA DA USP, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2012 | 03h08

O Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, está no limite, saturado para os padrões atuais. Viracopos era o melhor candidato para receber o movimento excedente. Mas há resistências de certos setores da Infraero a algumas mudanças.

Existe uma falta de traquejo, uma falta de flexibilidade da estatal para saber negociar. Essa dificuldade se reflete não só em Viracopos, mas no Rio - o Galeão está abandonado às traças.

Vejo com maus olhos que este fato (a saída das companhias TAP e Pluna) esteja acontecendo agora que o aeroporto, já licitado, está prestes a decolar. Vejo com bons olhos o processo de privatização - a entrada de capital privado em Viracopos pode agilizar o processo de modernização do aeroporto.

Por outro lado, agora existe um espaço maior para a nova operadora mostrar serviço. "Recuperamos a TAP, a Pluna e trouxemos uma outra companhia internacional" vai ser o marketing deles. A Infraero permitiu isso.

O terminal de Viracopos tem uma área única de embarque. Eles deveriam colocar mais opções lá dentro de alimentação, free shop. Mas não colocam por quê? Porque tem de fazer licitação, edital e uma porção de coisas que a Infraero não tem agilidade para fazer. O operador privado, tem. É claro que há um interesse político em fazer de Viracopos um grande aeroporto para competir com Cumbica. Mas esse interesse bate de frente com o modus operandi da Infraero.

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