Márcio Fernandes/AE
Márcio Fernandes/AE

Cumbica aumenta em 10% número de pousos e decolagens por hora

Maior capacidade no aeroporto se deve principalmente à redução da distância entre aviões no ar, que passou de 9 km para 5 km

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2015 | 07h20

Atualizada às 16h17

SÃO PAULO - O Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, passou a comportar nesta quinta-feira, 7, um movimento 10,6% maior de aviões por hora. Até então, 47 pousos e decolagens eram permitidos por hora, número que subiu para 52. O aeródromo é o maior do País, com movimento de 39,5 milhões de passageiros em 2014.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que as frequências serão alocadas para as companhias aéreas que manifestarem interesse e a distribuição será feita por ordem de solicitação. A data para esses novos voos começaram a operar será definida após reunião, na semana que vem, entre a Anac e a GRU Airport, administradora de Cumbica. Hoje, o aeroporto internacional tem uma média de 810 voos por dia.

O aumento na capacidade foi possível após trabalho conjunto de vários operadores. O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) reestruturou do espaço aéreo em Cumbica, reduzindo a distância entre as aeronaves, no processo de aproximação para pouso, de 5 milhas náuticas (9,2 quilômetros) para até 3 milhas náuticas (5,5 km).

A GRU Airport, por sua vez, melhorou a infraestrutura em terminais, pátios e pistas, enquanto a Empresa Brasileira e Infraestrutura Aeronáutica (Infraero), responsável pela torre de controle, aprimorou o sistema de organização das aeronaves que chegam e partem do aeroporto. A companhias aéreas também atualizaram seus sistemas de comunicação com os órgãos da Aeronáutica e se esforçam agora para reduzir o tempo de taxiamento, para evitar que aviões se alonguem na pista.

Neblina. Em junho, o Aeroporto de Cumbica se tornou o primeiro do País a operar com um sistema avançado de pouso com visibilidade quase nula, o ILS CAT III (Instrument Landing System, em inglês, na categoria 3). Com o novo aparelho, instalado no solo, o piloto pode pousar quando há boas condições de visibilidade a apenas 200 metros da pista. Antes, o limite era de 400 metros.


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