Culpa da densa arborização

AES ELETROPAULO-QUEDA DE ENERGIA

O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2013 | 02h07

A interrupção do fornecimento de energia passou a ser uma constante no meu bairro, na Vila Ipojuca. No dia 9/3 fiquei 5 horas sem energia. No dia seguinte, das 21 até as 3 horas sem luz; e em 13/3, mais 4 horas no escuro. Cansei de reclamar na AES Eletropaulo. Liguei também na Aneel, que me deu um número de protocolo e de nada adiantou. Além disso, na Eletropaulo informam que você pode solicitar a gravação da conversa, mas quando você faz o pedido, fica sabendo que deve entrar em contato com o departamento comercial. Em contato com o setor específico, mesmo após fornecer vários dados, não recebi a gravação. Sobre a reclamação de falta de energia, sempre mandam uma resposta-padrão, culpando a chuva, os galhos e até São Pedro.

GRIMA GRIMALDI / SÃO PAULO

A AES Eletropaulo lamenta o ocorrido e informa que a região em que o cliente mora é caracterizada por densa arborização. Os últimos desligamentos de energia foram provocados por queda de árvores e galhos de grande porte sobre a rede de energia. Ressalta que, em 2012, a concessionária executou 56 podas na região do cliente. Informa também que não encaminhou as gravações, uma vez que o cliente precisaria confirmar os dados para ter acesso a esse serviço, o que não ocorreu na ligação específica.

O leitor comenta: As desculpas da Eletropaulo são sempre as mesmas, a culpa acaba sendo sempre da "densa arborização", quando na verdade o problema é a falta de manutenção e uma equipe técnica defasada e sem treinamento. Até hoje não recebi as cópias das gravações telefônicas.

OBRAS NA MADRUGADA

Barulho e noites insones

Solicito providências contra o barulho noturno provocado por uma obra da Gafisa. Moro na Rua Itamirindiba, perpendicular à Rua Ferreira de Araújo, em Pinheiros, onde foi iniciada a construção de um edifício. Imagino que a empresa tenha pressa na execução da obra, mas não justifica o trabalho à noite. Já reclamei pessoalmente, por telefone, e-mail, e nada adiantou. Nos dias 24, 25 e 26/3 o barulho permaneceu durante a madrugada toda. Os operários da construção justificam o trabalho de madrugada por causa da dos horários de restrição da circulação de caminhões tanto de manhã como no final da tarde. Disseram ainda que o barulho vai continuar por mais uma semana. Não estou mais aguentando ficar mais de 36 horas sem dormir. Mesmo com a restrição de circulação, o horário da obra não se justifica. Peço respeito com os moradores da região.

PATRICIA RIBEIRO DA SILVA

/ SÃO PAULO

A Gafisa esclarece que a execução de obras é sempre pautada na total observância à legislação e às normas técnicas aplicáveis. Diz que respeita o horário de funcionamento de suas obras e o limite de ruídos emitidos. Ressalta que tem cumprido todas as normas técnicas e legais aplicáveis, inclusive no tocante às regras preceituadas pelas leis municipais quanto aos ruídos e horário de funcionamento da obra mencionada.

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras informa que o Programa de Silêncio Urbano (Psiu) entrou em contato com a leitora e uma vistoria será programada. Caso o ruído emitido for maior do que o permitido por lei, a legislação será aplicada.

A leitora revela: O problema não foi solucionado. Infelizmente as obras continuam durante a madrugada. Os guindastes e as escavadeiras só pararam de trabalhar à meia-noite e quarenta em 9/4. Mas o barulho infernal continuou, acrescido pelo barulho de caminhões descarregando cascalho e outros materiais. Não aguento mais essa situação.

BICICLETAS

CPTM restringe o transporte

Apesar de o Metrô liberar os usuários de transitar com suas bikes no último vagão em horário especial, a CPTM não permite que seja feita baldeação. Assim, frequentemente sou obrigado a pedalar na Marginal do Pinheiros. Por que a CPTM não muda a regra e permite o transporte? Isso pode significar um ganho para a cidade em termos de diminuição de poluição, trânsito e até de acidentes com ciclistas.

MAURÍCIO LAMANO FERREIRA

/SÃO PAULO

A CPTM informa que é permitido o transporte de bicicletas no sistema aos sábados a partir das 14 horas e aos domingos e feriados o dia todo, quando há redução no movimento de passageiros. No momento, não há estudos para ampliação desse horário, já que a liberação do transporte de bicicletas em dias úteis poderá causar redução na oferta de lugares.

O leitor comenta: Qual é a verdadeira justificativa para não permitir o transporte de bicicleta, como faz o Metrô?

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