CTs do Palmeiras e do São Paulo podem virar parque de 160 mil m²

Projeto substitutivo amplia área beneficiada pela Operação Urbana Água Branca para outros quatro bairros

Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

20 Agosto 2013 | 02h07

Vereadores da Comissão de Política Urbana da Câmara Municipal de São Paulo apresentaram ontem as propostas do projeto de lei substitutivo de revisão da Operação Urbana Água Branca, na zona oeste. Entre os principais destaques acordados entre os parlamentares e a gestão Fernando Haddad (PT) estão a alteração da concessão dos Centros de Treinamento do Palmeiras e do São Paulo, na Barra Funda, e a possibilidade de mais quatro bairros receberem recursos vindos da Operação Urbana. A previsão total de arrecadação é de R$ 3 bilhões.

O anúncio foi feito ontem à noite no Auditório do Memorial da América Latina. Mais de 2 mil pessoas participaram da audiência pública, com a presença de Nabil Bonduki (PT) e Andrea Matarazzo (PSDB). As mudanças renderam aplausos. Pelo projeto enviado em maio do ano passado pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), a área hoje usada pelos CTs e por um pátio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) seria concedida por mais 70 anos. Uma das ideias é colocar no local um parque, com 160 mil metros quadrados, como previa o Plano Diretor de 2002. A área verde seria maior que o Parque da Água Branca, com 136 mil m².

"São mudanças em comum acertadas com o governo municipal e foram as principais demandas apresentadas pela população ao longo das audiências públicas realizadas neste ano", disse o vereador Nabil Bonduki durante a apresentação do substitutivo.

A justificativa para exigir de volta as áreas cedidas aos clubes e à CET está no adensamento urbano que a região vai passar nos próximos anos. "É justo que a região que vai receber tantos novos moradores tenha áreas verdes. Por isso a necessidade de se revisar essa concessão de longo prazo", afirmou o petista. No eixo Barra Funda-Lapa são esperados mais 66,9 mil habitantes em, no mínimo, 12 empreendimentos que já foram lançados na extensão da Avenida Marquês de São Vicente e aguardam a revisão.

Expansão. Atualmente, a Operação Urbana Água Branca abrange quatro bairros: Água Branca, Barra Funda, Pompeia e Perdizes. A nova proposta quer ampliar o raio de bairros beneficiados com os recursos provenientes da venda de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs). Hoje, o dinheiro só pode ser investido na região onde metros quadrados adicionais foram vendidos.

O projeto de lei estende os recursos a três bairros da zona norte - Freguesia do Ó, Limão e Casa Verde - e um do centro, Bom Retiro. A intenção é evitar que a região da Água Branca vire um bolsão de infraestrutura, cercado de uma região sem benefícios. "O principal é garantir moradia popular para as comunidades de baixa renda", argumentou Matarazzo.

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