Cruzeiros crescem 12% e Terminal de Santos terá reforma

Saturado há anos, espaço que recebe 1 milhão de passageiros por temporada vai dobrar nº de atracadouros e aumentar capacidade

NATALY COSTA, ADRIANA FERRAZ, O Estado de S.Paulo

07 Abril 2012 | 03h03

Depois de receber mais de um milhão de passageiros entre embarque, desembarque e trânsito nesta temporada, o Terminal de Cruzeiros do Porto de Santos vai passar por uma reforma. O objetivo é dobrar a área operacional para conseguir atracar seis navios de forma contígua e aumentar a capacidade de passageiros em pelo menos 40%.

As obras de ampliação já começaram e serão entregues em dezembro de 2013, antes da Copa. As intervenções estão contempladas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ao custo de R$ 325 milhões.

A temporada 2011/2012 vai terminar no dia 18 de maio e a expectativa da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar) é de que o número de viajantes cresça 12% em relação ao período 2010/2011.

O Terminal de Santos, o maior do País, estagnou em 1,1 milhão de passageiros desde a temporada passada, porque a infraestrutura limita a capacidade de crescimento do serviço. O porto está repleto de gargalos, que começam antes mesmo da chegada do passageiro ao terminal.

Apesar de o porto ser facilmente localizável, já na chegada à cidade de Santos, a sinalização para o terminal de cruzeiros é precária e faz o passageiro dar uma volta pela cidade - com direito a engarrafamento no caminho.

Quando se avista o Terminal Marítimo Giusfredo Santini - seu nome oficial -, é preciso fazer um retorno de mais de um quilômetro, igualmente engarrafado. "Já vim aqui antes e, mesmo assim, achei difícil de chegar. A sinalização é péssima", diz a aposentada Dalmy de Oliveira Silva, de 76 anos, que embarcou na segunda-feira para um cruzeiro de quatro dias pelo litoral de São Paulo e Rio.

No trânsito, funcionários de estacionamentos abordam os motoristas diversas vezes em busca de um cliente. Mas oferecem condições não muito melhores que o estacionamento de 600 vagas da Concais, concessionária que administra o terminal marítimo. Lá, paga-se R$ 50 a diária e é preciso deixar a chave com os manobristas.

"Deixei, mas achei um absurdo. Qual a garantia que eu tenho de que isso é seguro?", questiona o médico Mario Korukian, de 48 anos, que viajou com a família para aproveitar o feriado prolongado de Páscoa.

Horas na fila. O horário de pico é entre 11 e 14 horas, embora os navios só saiam às 17 horas. Algumas operadoras de pacotes pedem para os passageiros chegarem às 13 horas para "garantir" o check-in. Além disso, como todos os navios chegam e saem no mesmo horário, o tumulto no embarque e no desembarque é inevitável. "Já fiquei 3 horas na fila para entrar no navio", diz o cinegrafista Jonas Moraes, de 41 anos.

"Para a próxima temporada, esperamos melhor distribuição dos horários, que os navios cheguem mais cedo para receber os passageiros", diz Sueli Martinez, gerente-geral da Concais.

O movimento do terminal não é constante, mas há dias em que chegam a passar por lá 25 mil passageiros em um período de 5 horas. Em um dia normal, são cerca de 13 mil passageiros entre embarque e desembarque.

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