Cruz Vermelha visita haitianos alojados na Missão Paz, em São Paulo

Voluntários da entidade ajudam a organizar e distribuir doações; psicóloga e enfermeira também vão auxiliar os imigrantes

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

03 Maio 2014 | 12h58

SÃO PAULO - Um grupo de 20 voluntários da Cruz Vermelha de São Paulo chegou na manhã deste sábado, 3, na Missão Paz, no Glicério, na região central da capital, para ajudar os haitianos que estão alojados no local.

De acordo com Fabio Leança, coordenador do Departamento de Socorro e Desastre da entidade, o objetivo é ajudar na organização e distribuição das doações que têm sido enviadas ao alojamento.

O padre Paolo Parisa, diretor do centro de Estudos Migratórios da Missão Paz, afirmou que pediu a ajuda da Cruz Vermelha. “Estamos recebendo muitas doações e precisamos da ajuda deles pra organizar. Não temos que ser egoístas e com certeza vamos entregar essas doações para outras entidades”, afirmou Parisa.

Segundo ele, 70 haitianos dormiram no local na última noite e pelo menos 600 refugiados já passaram por lá. A Cruz Vermelha deve ficar até domingo. Uma  enfermeira e uma psicóloga da organização ficarão no alojamento para auxiliar os haitianos. Tanto a entidade quanto o órgão pedem a doação de roupas masculinas, já que há uma grande quantidade de peças femininas.

Reunião. Duas semanas após os haitianos começarem a vir do Acre para São Paulo, ação que tanto a Prefeitura quanto o governo do Estado classificaram como “despejo” de imigrantes, o prefeito Fenando Haddad (PT) e o governador Geraldo Alckmim (PSDB) devem se reunir nesta semana com Jose Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, para discutir o assunto.

Após as reclamações da atitude do governo do Acre, o secretário de Justiça do Estado, Nilson Mourão, afirmou que não “teve aviso prévio” quando os haitianos começaram a chegar na região Norte do país. Ele ainda disse que iria dar garrafas de água para os refugiados que estão vindo para São Paulo, por conta da crise no sistema hídrico paulista.

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