Cronistas são os outros!

Campeão de audiência

TUTTY HUMOR, O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2011 | 03h04

Já tem candidato a galã da Globo saindo no tapa atrás de convite para a festa de 60 anos de Walcyr Carrasco na cobertura do autor de novelas. Vai acontecer em dezembro se a vizinhança de Higienópolis não encrencar antes com a gente diferenciada que promete aparecer de surpresa.

Melhor falando

Quem já ouviu Il Vero Amores, CD de Silvio Berlusconi que chega nesta semana às lojas de disco, garante: a Itália ainda vai sentir saudades dos pronunciamentos do ex-premiê!

Só o que faltava!

Tomara que não vire moda no verão a anunciada tendência de "depilação artística na virilha" das moças com desenhos de estrelas, corações, letras, luas, coelhinhos, maçãs...

É da 3ª via?

Que diabos o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp, quis dizer com "Gabriel Chalita será o candidato da terceira via"? Por muito menos, o Kassab ficou chateado com a Marta nas últimas eleições em SP.

'Querido, cheguei!'

Quando, afinal, Ideli Salvatti vai quebrar o silêncio que a presidente Dilma lhe impôs? O marido da ministra não aguenta mais o tanto que ela fala quando chega em casa!

Deixa solto!

Tem torcedor do Corinthians preocupado com a dieta severa do Adriano: "Se ele emagrecer mais, estraga!"

Chamado a palpitar como "cronista" em três debates nos últimos 20 dias, tenho exposto nessas ocasiões o mais profundo constrangimento por me incluir em uma categoria que, quando comecei a escrever, reunia gênios como Rubem Braga, Otto Lara Resende, Antônio Maria, Sérgio Porto, Nelson Rodrigues, Paulo Mendes Campos e, para não ficar só nos mortos, Ivan Lessa, Verissimo e Millôr.

Caras iluminados, cujo talento incomum conquistou o direito de ser o que Drummond definia como "o mais livre dos redatores de um jornal". Só o cronista podia escrever com humor, espírito crítico ou pura poesia o que lhe desse na telha e coubesse em seu espaço de alto de página. A arte de olhar o mundo pelo próprio umbigo não era pra qualquer um no tempo em que não havia internet.

Hoje em dia, como se sabe, somos milhares escrevendo pelos cotovelos sem nenhuma cerimônia com o leitor - ô, raça! -, sempre disposto a interagir com o autor que dê voz à sua indignação crônica contra tudo-isso-que-aí-está.

Sou, nesse espectro da conversa fiada, apenas um gaiato desenturmado em qualquer debate que se proponha. Mil desculpas a quem foi me ver ontem no CCBB de São Paulo esperando coisa melhor.

Todos iguais

Tem uma coisa estranha nessas fotografias de chineses nus postadas na internet em solidariedade ao artista dissidente Ai Weiwei: tente identificar quem é homem na foto abaixo!

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.