CRM do Pará questiona Padilha

A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou ontem pedido de esclarecimentos ao Conselho Regional de Medicina do Pará sobre eventual quebra de sigilo em sindicância aberta contra o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A entidade instaurou esta semana procedimento para verificar denúncias de que o ministro não teria registro de especialista em infectologia.

Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2013 | 02h05

A AGU sustenta, no entanto, que o CRM do Pará não poderia ter divulgado tal informação. A instauração de um processo de investigação, de acordo com o Código de Ética, fica sob sigilo.

Os procedimentos contra Padilha foram abertos pelo CRM na terça-feira. Um deles teria como objetivo verificar se o ministro é de fato infectologista. A entidade argumenta que, no Pará, está inscrito como clínico geral.

O segundo processo foi aberto para apurar a contratação de médicos estrangeiros. O ministro tem 15 dias para dar informações. Caso isso não seja feito, ele pode responder por um processo ético-disciplinar. O Estado tentou, sem sucesso, entrar em contato com a presidência do conselho do Pará.

Em nota, o ministro da Saúde disse considerar um absurdo os boatos que questionam sua formação em infectologia. A conclusão do curso de especialista, informou, ocorreu em 2001 na Universidade de São Paulo (USP). Uma cópia do certificado de conclusão do curso foi divulgada.

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