Críticos citam falta de segurança para os ciclistas

Especialistas em transporte têm diferentes opiniões sobre a faixa compartilhada. Para o professor de Engenharia de Trânsito na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Carlos Alberto Bandeira Guimarães, a faixa pode ser uma opção ao ciclista, mas os riscos precisam ser calculados. Para Guimarães, é preciso orientação. "Na Europa, a qualidade dos motoristas de ônibus é outra."

Márcio Pinho, Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2010 | 00h00

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Também seria ideal criar uma ciclofaixa para testes antes de expandir a ideia para um bairro. Mas ele diz que a vantagem é "garantir um espaço para o ciclista, com menos veículos e um comportamento mais previsível dos condutores". Aílton Brasiliense Pires, presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), diz que é temerária a integração de bicicletas e ônibus em uma cidade como São Paulo, com acidentes constantes. Ele diz ainda que o grande número de motos seria um complicador, uma vez que elas "invadiriam" o espaço.

Os ciclistas corresponderam a 4% dos mortos no trânsito da capital em 2009 (61 casos). Entre ciclistas, as opiniões também variam. Antônio Zeituni, de 66 anos, diz que toda iniciativa pró-bicicleta é válida. "Eu usaria." Já o analista programador Eliezér Martins, de 27 anos, mostra-se favorável às ciclofaixas, mas teme a presença dos ônibus. Ele ainda considera o motorista do coletivo "o maior inimigo do ciclista".

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