AGLIBERTO LIMAAE
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Cristian Cravinhos, cúmplice de Suzane Richthofen, deixa a prisão

Ele foi condenado pela morte dos pais da jovem, mas saiu nesta tarde da penitenciária de Tremembé para cumprir a pena em regime aberto

Rene Moreira e Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

23 Agosto 2017 | 18h28
Atualizado 23 Agosto 2017 | 21h15

TAUBATÉ E SÃO PAULO - Condenado pela morte dos pais de Suzane Richthofen, Cristian Cravinhos, de 41 anos, deixou a prisão na tarde desta quarta-feira, 23. Ele estava detido na Penitenciária 2 de Tremembé, no interior, mas foi beneficiado por uma decisão da Vara de Execuções Criminais de Taubaté, que o autorizou a cumprir o restante da pena em regime aberto.

Cravinhos deixou a penitenciária em um carro preto sem falar com ninguém. Advogados não quiseram informar para onde ele foi levado. Cristian é irmão de Daniel, que era namorado de Suzane e que também foi preso pelo assassinato dos pais dela.

Na decisão, assinada pela juíza, Wania Regina Gonçalves da Cunha, lembrou que Cravinhos não cometeu falta disciplinar recente e vem demonstrando bom comportamento carcerário, além de contar com bom desempenho nas atividades de trabalho no interior da penitenciária. "Insta ressaltar que o sentenciado foi submetido ao exame criminológico, sendo que os laudos psiquiátrico, psicológico e social foram favoráveis ao estágio aberto", escreveu.

A magistrada destacou ainda que a psicóloga anotou que "o reeducando assumiu a autoria delitiva, tendo demonstrado autocrítica e externando arrependimento com avaliação consciente da gravidade das condutas criminosas". A profissional registrou que ele está estabelecendo "planos futuros coerentes com sua realidade e voltados para o trabalho e o estudo". 

Outro psicólogo, cita a juíza na decisão, diz que o "sentenciado assumiu a responsabilidade criminal e vem conseguindo reavaliar posturas, enfrentando com dificuldade as diversidades, em virtude da repercussão do duplo homicídio, suas circunstâncias e consequências, difundida pela mídia, fato que se tornou estigma em sua vida". 

Antes de obter a progressão do regime, Cravinhos já havia sido beneficiado com 21 saídas temporárias, tendo sempre retornado ao estabelecimento prisional. Ao conceder o regime aberto, a juíza fixou condições, como a obtenção de uma ocupação em 60 dias, comparacimento trimestrel à Vara, impossibilidade de mudança de residência, permanência em casa das 20h às 6h diariamente, além da proibição de frequentar bares, casas de jogo e "outros locais de frequência incompatível com o benefício". 

Acusação. Segundo a denúncia, os três teriam planejado e assassinado Manfred e Marísia, em São Paulo, em 2002 para ficar com o dinheiro do casal. Naquele mesmo ano eles foram presos e o julgamento aconteceu em 2006, quando Cristian pegou 38 anos de prisão. O irmão e Suzane foram condenados a 39 anos.

Agora, 15 anos depois, ele ganhou a liberdade, enquanto que Daniel e Suzane já protocolaram pedidos para também saírem do regime semiaberto e irem para casa. Por enquanto, porém, somente Cristian obteve o alvará de progressão para o regime aberto.

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