Crise faz PSD virar opção para homens da Segurança

Bastidores: Marcelo Godoy

O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2012 | 02h06

Aos poucos o número de PMs mortos foi crescendo. A reação à conta-gotas do Primeiro Comando da Capital à política de enfrentamento da facção traçada pelo ex-secretário da Segurança Pública Antônio Ferreira Pinto foi provocando uma espiral de violência, com a deterioração dos índices de criminalidade, e, com eles, da popularidade do governo. Geraldo Alckmin decidiu que era preciso mudar a Segurança Pública. Decisão tomada havia 35 dias. Só Ferreira Pinto não foi informado, mas todos no Palácio dos Bandeirantes tinham certeza da queda. Candidatos ao cargo foram consultados - antes de Fernando Grella se pensou no coronel José Vicente da Silva.

O risco agora, dizem na área, é o governador ser tratado por delegados de classe especial e coronéis como Ferreira Pinto foi. Em meio ao processo de escolha dos comandos da PM e da Polícia Civil, delegados e coronéis começaram a se articular com o PSD de Gilberto Kassab - como o grupo do ex-comandante Álvaro Camilo. Estão de olho na eleição de 2014. A crise faz muita gente começar a pensar em seu futuro. Assim como Alckmin pensou no seu ao mudar a cúpula da pasta.

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