Mario Ângelo/SigmaPress
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Criminosos explodem agência e deixam moradores sem luz em Pilar do Sul

Prédio da agência ficou destruído pela força das explosões; o dinheiro dos caixas eletrônicos foi levado

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2018 | 13h45

SOROCABA - Em mais uma ação marcada pela violência, um bando armado invadiu a cidade de Pilar do Sul, no interior de São Paulo, fez reféns, disparou contra a fachada de casas e explodiu uma agência do Banco do Brasil, na madrugada desta quarta-feira, 28. 

O prédio da agência ficou destruído pela força das explosões. O dinheiro dos caixas eletrônicos foi levado. Os tiros acertaram um transformador de energia, deixando parte da cidade sem luz. Os criminosos fugiram atirando para o alto. Até o fim da manhã, nenhum suspeito tinha sido preso.

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Os assaltantes adentraram a cidade por volta das 3 horas, em vários veículos e renderam o motorista de um caminhão, num posto de gasolina, obrigando-o a bloquear a rua de acesso à agência com o veículo de carga. Um frentista e dois motociclistas também foram rendidos e ficaram em poder dos bandidos até o fim do assalto, que durou cerca de meia hora.

Testemunhas contaram que, durante o ataque à agência, dois homens ficaram postados à frente do prédio, fazendo disparos. Os tiros de fuzil perfuraram o transformador e, de acordo com a concessionária de energia, mais de cem imóveis ficaram sem luz. O serviço foi restabelecido no fim da manhã. Em abril do ano passado, a mesma agência já havia sido explodida e o prédio foi reformado. 

O Banco do Brasil informou que, em razão dos estragos, a agência ficará fechada para atendimento ao público, sem previsão de reabertura. O valor levado pelos assaltantes não foi informado. Somente este mês, foram registrados ao menos 14 ataques a agências bancárias do interior com o uso de explosivos. As ações aconteceram em oito cidades, todas de pequeno porte - numa delas, Caconde, foram explodidas quatro agências num mesmo ataque. 

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, os roubos a bancos, modalidade de crime em que se enquadram os ataques a agências com explosivos, vêm caindo no Estado. Foram 137 ações em 2016, número reduzido para 97 no ano passado. Em janeiro deste ano foram registrados 4 roubos, bem menos que os 13 de janeiro de 2017. 

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