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Grupo explode 3 bancos, rouba posto e leva terror a Pilar do Sul

As únicas agências da cidade de 30 mil habitantes do interior de São Paulo foram atacadas; na fuga, criminosos trocaram tiros com policiais

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

24 Abril 2017 | 12h31

SOROCABA - Em uma ação inédita e cinematográfica, ao menos 20 homens armados invadiram a cidade, atacaram com explosivos as três únicas agências bancárias e assaltaram um posto de combustível, na madrugada deste domingo, 23, em Pilar do Sul, no interior de São Paulo. À moda dos antigos cangaceiros, os bandidos entraram na cidade em comboio, em sete carros e duas motos, fazendo disparos para o alto e contra prédios públicos para intimidar os moradores.

Os ataques tiveram início por volta das 3 horas e duraram pouco mais de 20 minutos, segundo a PM, causando pânico a quem ainda estava na rua, na cidade de 30 mil habitantes.

Em ações simultâneas, parte do bando explodiu a agência do Santander, na Rua Santo Antônio, enquanto outro grupo fez voar pelos ares os caixas de atendimento automático do Banco do Brasil, na Rua 5 de Novembro, na região central - a agência já havia sido explodida em abril de 2016. Na sequência, os criminosos atacaram a agência do Bradesco, na Rua Coronel Moraes Cunha.

Sem conseguir abrir o cofre central, os bandidos fizeram disparos contra os caixas eletrônicos. Durante a ação, uma parte do grupo rendeu um frentista de um posto de combustível na Rua Doutor Lúcio Antunes de Souza, saqueou o caixa e obrigou o funcionário a abastecer um veículo usado na fuga. 

Os tiros disparados pelos criminosos destruíram a porta de vidro de uma loja de calçados, em frente ao Bradesco, e atingiram as parede de outra loja e do salão paroquial da Igreja Católica.

Durante a fuga, no portal de entrada da cidade, parte dos bandidos cruzou com uma viatura da Polícia Militar e houve troca de tiros. A viatura foi atingida por disparo de fuzil, e os criminosos conseguiram fugir. A Força Tática da Polícia Militar e o policiamento rodoviário fizeram um cerco em acessos à região.

Nenhum suspeito tinha sido preso até o início da tarde. Também não se tinha informações sobre o montante levado pelos criminosos.

Exportação do crime para o Rio. Uma investigação do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro revelou que os criminosos envolvidos em ataques a caixas eletrônicos no Estado foram treinados por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Foram seis explosões em uma semana no Rio, as mais recentes na madrugada de sexta-feira, 21. Uma foi em Ipanema, na zona sul da capital, e outra no município de Tanguá, na região metropolitana. 

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