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Criminosos atacam bases da Polícia Militar na capital paulista

Bandidos dirigiam motocicletas e atiraram também contra uma viatura que tentava persegui-los; não houve presos e ninguém ficou ferido

Alexandre Hisayasu, O Estado de S.Paulo

11 Julho 2016 | 10h12

SÃO PAULO - Bandidos armados de pistolas automáticas atacaram policiais militares e bases comunitárias da PM, na madrugada desta segunda-feira, 11, na capital paulista. A investigação da polícia aponta que os ataques aconteceram por motivos diferentes, não teriam relação entre si, mas ambos teriam sido coordenados por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). 

Na região do Jaçanã, por volta da 1h30, dois homens em uma moto pararam na frente da base comunitária da PM na Rua Ari da Rocha Miranda. Dois policiais estavam no local. Os criminosos atiraram quatro vezes e acertaram a placa de contenção. 

Foi dado um “alerta geral” para todos os policiais de plantão com as características dos suspeitos. Policiais da Força Tática, grupo especializado da PM, localizaram os suspeitos e deram sinal para parar. Um PM desceu da viatura e, quando se aproximou da moto, os bandidos fugiram novamente em alta velocidade. O policial tentou segurar um dos homens e machucou a mão.

Na Estrada de Furnas, na periferia da zona norte, dois policiais localizaram os suspeitos novamente. Mas eles atiraram contra a viatura quando perceberam a aproximação. Os tiros acertaram o capô. Na fuga, eles ainda bateram na lateral do veículo. Três cápsulas de pistola calibre 45 foram apreendidas. A suspeita da polícia é de que a ação foi uma represália aos PMs que acabaram com um baile funk na noite de domingo, na região do Jaçanã. A festa seria promovida por um traficante e os policiais atiraram bombas de efeitos moral para dispersar os frequentadores. 

Zona leste. Também por volta da 1h30, quatro homens em duas motos pararam na frente da base comunitária da PM no Jardim Robru, zona leste, e atiraram contra o prédio. Segundo os policiais, vários tiros foram disparados e acertaram duas viaturas que estavam estacionadas no local. Uma delas pertence ao Detran.

Policiais deram alertas aos colegas pelo sistema de comunicação da PM e também pelas redes sociais. Ouça abaixo os áudios:

Uma hipótese investigada pela polícia, sobre a motivação, seria uma tentativa de homicídio ocorrida na região do Itaim Paulista, na mesma madrugada do ataque. Quatro pessoas foram baleadas por homens armados que desceram de um carro não identificado. As vítimas estavam em um baile funk e o local é próximo da base da polícia que foi atacada. As vítimas foram levadas para um hospital nas redondezas. Duas morreram. Segundo a polícia, bandidos da região teriam atribuído o ataque a policiais militares e feito a represália. Ninguém havia sido preso até a noite desta segunda-feira, 11.

Investigação. O secretário de Segurança Pública, Mágino Alves, disse nesta segunda que não há indícios de que os dois ataques tenham sido coordenados pelo mesmo grupo. “Estamos investigando. São ações que aconteceram em pontos diversos da cidade, que não sei se têm relação entre si, e estão sendo investigadas. Por ora, não tenho dado concreto para falar que foi uma conduta organizada. Não está parecendo. Está parecendo que foram ações de desajustados que resolveram investir contra a Polícia Militar.” 

Segundo o secretário, porém, há semelhanças entre os ataques. “São duas ações assemelhadas que ocorreram, mas não sei se têm relação entre si. Uma aconteceu muito próxima de uma área em que ocorreu uma ação em um baile funk. Mas as operações ainda estão sendo investigadas.”

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