Crimes no câmpus caem até 92% após convênio

A Polícia Militar fez um levantamento comparando dados de criminalidade de 80 dias antes do assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, em maio, com os 80 dias subsequentes, descontando o mês de julho, em razão do recesso escolar. Depois do assassinato de Felipe e com a presença de policiais no câmpus, os furtos de veículos caíram 90% (apenas dois casos foram registrados, ante os 20 anteriores). Já roubos em geral passaram de 18 para 6, uma redução de 66,7%. Roubos de veículos caíram 92,3%, passando de 13 para 1.

LUÍSA ALCALDE, O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2011 | 03h01

Outros dois crimes que tiveram redução foram lesão corporal, que caiu de nove para dois casos (queda de 77,8%), e sequestro relâmpago, de 8 para 1 (redução de 87,5%). Os dados estão em boletins de ocorrência registrados nas delegacias do entorno da Cidade Universitária.

Dos 103 boletins de furtos registrados depois da morte ante os 107 do período anterior, apenas 20 ocorreram em via pública, sendo 19 no interior de veículos, dos quais em 12 o objeto visado foi o estepe do carro. O outro furto foi de uma placa de veículo.

Os outros 83 casos aconteceram no interior das unidades, onde a PM não entra. Nesses locais, a competência de garantir a segurança é das empresas privadas de vigilância, contratadas pelas próprias unidades, ou da Guarda Universitária da USP.

Gilberto Kassab

Prefeito de São Paulo

"Sempre fui contra o tratamento diferenciado que a USP tem, ela faz parte da cidade."

Lucas Sorrillo

Estudante do 2º ano de Engenharia de Materiais

"Em nome dos alunos, peço desculpas aos PMs."

Pedro Roberto Cruz

Encarregado de manutenção da Poli-USP

"Foi lastimável a ação policial."

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