Crime não dá trégua e 94º PM é morto no Estado no ano

Pelo menos 11 pessoas foram assassinadas entre a noite de quarta-feira e a madrugada de ontem na Grande São Paulo

O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2012 | 02h11

Mesmo com as mudanças na cúpula da Secretaria da Segurança Pública, a violência não deu trégua. Pelo menos 11 pessoas foram assassinadas entre a noite de quarta-feira e a madrugada de ontem na Grande São Paulo. Na Baixada Santista, mais três pessoas morreram, entre elas um policial militar, o 94º do ano.

Três vítimas foram mortas em uma chacina, na zona sul (leia box ao lado), elevando para 18 o número de crimes do tipo neste ano, com um total de 60 mortes. Foram sete crimes em São Paulo e 11 nas demais cidades. E quatro suspeitos foram mortos em supostos confrontos com policiais militares na Grande São Paulo.

Às 18h30 de anteontem, policiais das Rondas Ostensivas com Auxílio de Motocicleta (Rocam) trocaram tiros com suspeitos na Vila Clara, região de Americanópolis, na zona sul. Dois deles morreram no pronto-socorro do Jabaquara. Os policiais apreenderam um revólver e duas pistolas, além de porções de crack e maconha.

Meia hora depois, em Mauá, no ABC, um policial militar, de folga e à paisana, foi vítima de tentativa de assalto. Ao volante de um Gol branco, foi abordado por um assaltante em um dos semáforos da Avenida Capitão João, no Jardim Guapituba. O policial sacou sua pistola e reagiu, trocando tiros com o ladrão, que foi baleado e morreu a caminho do Hospital Nardini.

Pouco depois, em São Mateus, zona leste, um policial militar, também em horário de folga, foi atacado quando chegava em casa, próximo da Avenida Ragueb Chohfi. Ao perceber a aproximação de dois homens armados, ele sacou sua pistola e trocou tiros com os criminosos, baleando um deles. O suspeito foi levado para o pronto-socorro de São Mateus, mas chegou sem vida, e o outro fugiu. Já o policial ficou ileso.

Em Praia Grande, litoral paulista, no início da noite de ontem, o policial militar inativo Carlos Alberto Lazarin, de 50 anos, e dois suspeitos morreram. Segundo a polícia, ao ter a casa invadida por dois homens que tentaram se passar por investigadores, o sargento entrou em luta corporal com um deles. Os dois trocaram tiros e acabaram morrendo. O outro suspeito conseguiu fugir, mas foi localizado pela PM em sua residência e, numa suposta troca de tiros com os policiais, também morreu.

Em Franco da Rocha, a motorista Odete Lino dos Santos, de 36 anos, foi assassinada enquanto dirigia um ônibus da Viação Moratense, no Parque Paulista. Ela foi atingida por três tiros e não resistiu aos ferimentos. O cobrador levou um tiro de raspão.

Passional. No Jardim Vila Carrão, zona leste, às 21h, o comerciante Francisco Vieira de Araújo, de 40 anos, dono de uma padaria, atirou em um cliente, mas atingiu dois. Marconi Cândido de Oliveira, o alvo, morreu. O outro homem foi atingido na perna. Segundo a mulher do comerciante, que está foragido, Marconi tinha o costume de ir até a padaria e chamar Francisco de "corno". Desta vez, Francisco pegou um revólver e disparou./ ARTUR RODRIGUES, WILLIAM CARDOSO, RICARDO VALOTA

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