Crime em Perdizes: família se diz perplexa

Os tios de Kléber Galasso Gomes, de 22 anos, afirmaram ontem que não sabem o que levou o sobrinho a matar a própria mãe, a executiva Magda Aparecida Gomes, de 53 anos, com 17 facadas, no último sábado, em Perdizes, na zona oeste da capital. Eles disseram que o estudante era uma pessoa normal. "Para ela, ele sempre foi o Klebinho", diz a cunhada de Magda, a consultora Márcia Galasso, de 49 anos.

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2012 | 03h02

Segundo os tios, ninguém desconfiava que Kléber fosse o responsável pela morte. No início, o rapaz dizia que ele e a mãe foram vítimas de um assalto no apartamento da Rua Apinajés. Depois, confessou que um rapaz que havia convidado para ir ao apartamento desferiu o primeiro golpe e ele, os demais.

Irmão da executiva, o vendedor Marcos Antonio Galasso, de 55 anos, acompanhou o depoimento do estudante. "Quando começou a falar, passei mal e tive de sair da sala. Ele mentiu."

A família acredita que, nesse momento, Kléber precise de tratamento. "Quando a gente suja a casa, tem de limpar, e limpar a sujeira dos outros é a pior coisa que tem", disse Márcia.

Os tios dizem que o estudante teve uma infância normal, que não havia relato de que usasse drogas e que a relação dele com a mãe era excelente.

Os tios contam que a separação entre os pais de Kléber, em dezembro, foi tranquila. O ex-marido foi até a Igreja de São Judas Tadeu, onde foi celebrada ontem a Missa de Sétimo Dia de Magda, mas não se manifestou.

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