Criança sem leite

Minha filha é alérgica à proteína do leite de vaca e, desde os 5 dias de idade, quando foi descoberto o problema, ela recebe o leite especial Neocate pelo Ambulatório de Especialidades Médicas (Ame) Maria Zélia. Em setembro, entregaram um produto similar, o Aminomed, e ela teve reações alérgicas. A pediatra recomendou suspender o uso e ela melhorou. Em 29/9, fui à Ouvidoria do Ministério da Saúde do Estado de São Paulo e soube que parte do lote do Aminomed foi recolhida, pois outras crianças tiveram problemas. Disseram que o governo não iria mais comprar o Neocate. Ela tem só 9 meses e vai ficar sem leite? Um lata custa em média R$ 350 e dura no máximo 3 dias. Estou desempregada e não posso arcar com essa despesa.

, O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2010 | 00h00

FABIANA F. GOMES / SÃO PAULO

A Secretaria de Estado da Saúde esclarece que a fórmula especial comprada emergencialmente e distribuída às crianças com alergia à proteína do leite de vaca no Estado de São Paulo atende a todas as especificações técnicas do protocolo clínico para dispensação de fórmulas infantis da pasta. Informa que o efeito terapêutico é o mesmo do produto anterior e que esta Secretaria não pode comprar medicamentos de determinada marca ou fornecedor, a não ser que o produto seja fabricado apenas por um laboratório. Diz que, havendo concorrentes que estejam dentro das especificações técnicas, ganha quem oferecer o menor preço. Ressalta que, para realizar a compra de produtos, a Secretaria deve obrigatoriamente seguir a Lei de Licitações. Quanto a reações adversas, acrescenta que o médico deve notificar a farmacovigilância.

A leitora alerta: Minha filha está sem leite desde o dia 5/10.

EQUÍVOCO OU ERRO?

Corte de energia

No dia 22/9 um funcionário da AES Eletropaulo esteve em casa para cortar a energia elétrica e levar o relógio. Minha irmã o questionou, pois não tínhamos contas em atraso. Ele não respondeu e deixou apenas um papel dizendo que o corte estava sendo feito, porque havia uma ligação irregular. Em 23/9 faltei ao trabalho para ir à Eletropaulo, mas a empresa estava sem sistema. Fui ao Procon, que ligou para a concessionária, porém, o atendente não soube explicar o motivo do corte de energia. Voltei à Eletropaulo que justificou o procedimento alegando falta de pagamento e que, em seguida, uma religação clandestina fora feita, pois não constava lacre no relógio. Mas não houve corte em agosto e muito menos ligação clandestina. A conta do mês de setembro veio normal. Funcionários da Eletropaulo prometeram fazer a religação em 24/9, mas não a fizeram. Tenho um bebê de 2 meses e uma criança de 3 anos em casa e não podemos ficar sem energia.

CARLA MARIA FIDELIS / SANTANA DO PARNAÍBA

A AES Eletropaulo informa que o corte de energia foi feito por causa da identificação de uma autorreligação. Explica que, em 2007, a energia da cliente havia sido cortada, porém o seu consumo continuava. Informa que a situação do cliente foi regularizada e a energia, religada em 27/9, dentro do prazo estabelecido de 2 dias úteis.

A leitora explica: Em 2007, após pagarmos as contas atrasadas, um funcionário da AES Eletropaulo fez a religação da energia, mas não colocou o lacre no relógio. Na época, entrei em contato com a empresa, e a atendente disse que não precisava do lacre, pois as contas já haviam sido pagas, inclusive a taxa de religação. Nunca foi feita nenhuma autorreligação. É muito estranho que a empresa só tenha cortado a energia agora e tenha feito a religação sem cobrar nenhuma taxa. O erro, com certeza, foi dela. A fatura do mês de setembro veio no valor de R$ 5, o que não é meu real gasto mensal.

ÁRVORE

Problemas com vizinho

Moro na Rua Escobar Ortiz, na Vila Nova Conceição. Meu vizinho tem duas árvores plantadas coladas ao muro de minha residência, que estão causando danos ao meu imóvel. Tenho medo de o muro ruir. Liguei para a Prefeitura solicitando a remoção delas, entretanto, funcionários me explicaram que quem deveria fazer essa solicitação era o meu vizinho. Fiz o pedido, mas ele se negou a fazê-lo.

MARCO ANTÔNIO NASO / SÃO PAULO

A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras esclarece que a responsabilidade pela execução de manutenção, conservação e realização de serviços de poda, em propriedade particular, entre outros que se façam necessários, cabe ao proprietário do imóvel. Em caso de qualquer ocorrência que cause danos a terceiros, o responsável pode ser acionado e responsabilizado. Acrescenta que, por questões legais, a Prefeitura de São Paulo não tem mérito para agir neste caso.

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