Crescem amputações por acidente de trânsito no HC

Ocorrências pularam de 13 para 26 em dois anos; custo de perda de membro pode chegar a R$ 500 mil ao longo da vida

O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2013 | 10h36

SÃO PAULO - Dados divulgados nesta segunda-feira, 15, pela Secretaria Estadual da Saúde revelam que, nos últimos dois anos, cresceu o número de amputações por acidentes de trânsito no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, o maior da cidade. Foram 13 casos em 2011, ante 26 no ano passado. Ao longo da vida de uma pessoa, o custo da amputação de um membro pode chegar a R$ 500 mil, entre compra de próteses, reabilitação e consultas.

De acordo com a pasta, a grande maioria (80%) das ocorrências é causada por motos. Além disso, os membros inferiores das vítimas são os mais atingidos.

O levantamento mostra que 80% dos esmagamentos de membros "são passíveis de reconstrução". Já um décimo dos casos levam a amputação imediata, no próprio local do acidente. Nos outros 10% das ocorrências existe a tentativa inicial de preservação dos membros, mas eles acabam sendo amputados na hospitalização.

Esses pacientes passam, em média, por três procedimentos cirúrgicos. Do total de internados, 40% "voltam a ter um nível funcional bom" e 30%, "muito ruim", segundo a Secretaria Estadual da Saúde.

Além dos problemas físicos, os pacientes também podem enfrentar problemas de ordem psicológica e social, como divórcios, depressão, desemprego e desmoralização. Neste caso, de acordo com a pasta, mulheres, fumantes, idosos e pessoas com doenças prévias "podem ter maior probabilidade de apresentar complicações neste tipo de trauma".

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