Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Cresce número de desabrigados em SC

Rotina nas cidades começa a voltar ao normal, mas áreas até então isoladas pela cheia só agora enviam informações sobre atingidos

Daniel Cardoso ESPECIAL PARA O ESTADO e Flávia Tavares ENVIADA ESPECIAL ITAJAÍ, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2011 | 00h00

Enquanto a enchente que atingiu as cidades do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, perde força, os números oficiais divulgados pela Defesa Civil crescem, mostrando que o drama dos atingidos ainda é grande. Ontem o órgão contabilizou, até 20h, 159.490 desalojados e 15.020 desabrigados, números superiores aos de sábado à noite.    

 

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Havia aumentado o número de cidades em estado de calamidade de 6 para 9. Três pessoas morreram por causa das enchentes. Um dos motivos do aumento de desalojados, desabrigados e de cidades em estado de calamidade é a chegada das estatísticas de áreas ainda isoladas e que tinham dificuldade em enviar dados. Mas a vida já começou a voltar ao normal em vários locais. Em Blumenau, por exemplo, a água voltou para a calha do rio e dos 12 abrigos para atendimento apenas um, onde estão 123 pessoas, continua aberto.

A prefeitura também planeja restabelecer os serviços públicos em pouco tempo. As linhas de ônibus foram normalizadas ontem. Hoje, as escolas voltam às atividades, à exceção de duas unidades, e as 40 mil pessoas sem água em casa devem voltar a ser atendidas até quarta-feira.

Epicentro. O foco da crise agora está em sete cidades isoladas, que estão sem comunicação terrestre. Lontras, Rio do Oeste, Laurentino, Aurora e Agronômica permanecem com os acessos inundados. Nesses casos, a previsão é que a água volte ao nível normal entre hoje e quarta-feira. Em Benedito Novo e Rio dos Cedros, o problema são as quedas de barreira nas estradas, impedindo a passagem de veículos.

O secretário da Infraestrutura de Santa Catarina, Valdir Cobalchini, afirmou que a situação das estradas está pior do que na enchente de 2008. Segundo Cobalchini, há três anos os problemas no sistema viário estadual eram pontuais e provocados principalmente pela queda de barreiras. Hoje, estragos são registrados em várias estradas e vias importantes de Santa Catarina, como a SC-470 e a SC-474. Há grandes buracos, deslizamentos, quedas de barreira e uma ponte comprometida perto de Ibirama.

No entanto, ainda não há previsão total de gastos e de quanto o governo vai precisar para arrumar as estradas. Até agora, já foram liberados cerca de R$ 12 milhões, que devem ser usados em situações emergenciais.

Alertas. O trauma de 2008, quando casas e supermercados foram saqueados em cidades alagadas, deixou sequelas nos moradores de Itajaí. Muitos se arriscaram, adiando a saída de casa ou voltando com a água ainda alta, para evitar roubos. Mas a Polícia Militar da cidade não registrou nenhum boletim de ocorrência e não fez prisões em flagrante.

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