Cresce número de assassinatos praticados com arma branca

A proporção de homicídios praticados com armas brancas - como facas ou punhais - cresceu 23 pontos porcentuais nos últimos seis anos na cidade de São Paulo.

Luísa Alcalde, Tiago Dantas, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2010 | 00h00

Em 2003, os crimes praticados com esse tipo de instrumento representavam 7% das mortes esclarecidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). De 2005 a 2009, as armas brancas foram usadas em 29,6% dos 1.100 homicídios esclarecidos pelo departamento.

Os crimes contra a vida praticados com arma de fogo continuam sendo maioria: 65,8% dos casos registrados nos últimos cinco anos. Mas em 2003 esse número representava 89% dos casos. Naquele ano, ocorreram 516 homicídios por arma de fogo contra 38 por arma branca.

Análise. Os dados são uma prévia do estudo anual de 2010 sobre o perfil das vítimas e dos autores dos homicídios dolosos de autoria desconhecida. Os números iniciais do estudo, feito desde 2001, foram divulgados ontem pela Secretaria da Segurança Pública.

Para a delegada Elizabeth Sato, uma das autoras do levantamento, o menor uso de armas de fogo nos crimes praticados contra a vida pode ser explicado pela redução desse tipo de armamento em circulação na sociedade. "Antes das campanhas de desarmamento, era muito grande o número de pessoas armadas nas ruas."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.