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Cremesp suspende registro de nutrólogo acusado de abuso sexual

A partir de quinta-feira, o Ministério Público do Estado de São Paulo irá ouvir as mulheres que denunciaram o nutrólogo Abib Maldaun Neto

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2020 | 18h43

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) suspendeu na semana passada o registro do nutrólogo Abib Maldaun Neto, acusado de abuso sexual por 21 pacientes. De acordo com a entidade, a suspensão será válida por seis meses, podendo ser renovada por igual período, em todo o território nacional. "O Cremesp esclarece ainda que, mesmo com a interdição cautelar, sindicâncias e processos ético-profissionais em curso contra o médico seguirão normalmente, sob sigilo determinado por lei", diz o texto.

A partir de quinta-feira, 1, a promotora Maria Fernanda Castro Maia, do Ministério Público do Estado de São Paulo, irá ouvir as mulheres que acusam Maldaun.

Uma reportagem do programa Fantástico, exibida no domingo passado, 27, mostrou que a primeira denúncia contra o médico foi registrada no Cremesp em 2012. A denúncia foi arquivada e reaberta dois anos depois, quando outra mulher denunciou Maldaun. Ele foi condenado em 2018 a 2 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto por violação sexual mediante fraude. Depois da confirmação da sentença em segunda instância, a defesa do nutrólogo recorreu ao STJ.

Em nota postada em seu site, Maldaun diz jamais ter praticado "qualquer ato ilícito ou abusivo contra qualquer paciente". "Mantenho firme a confiança na justiça dos homens e de Deus, para provar a minha inocência, colocando-me à disposição para contribuir na apuração da verdade real dos fatos", afirmou. O Estadão não conseguiu localizar a defesa de Maldaun.

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