Cremesp diz que médico baleado em consultório não errou em cirurgia

Após receber denúncia de Daniel Edmans Forti em 2012, Conselho abriu sindicância e concluiu que não houve delito ético

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2014 | 21h16

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) concluiu que não houve erro na cirurgia executada pelo urologista Anuar Ibrahim Mitre, do Sírio-Libanês, no ex-médico Daniel Edmans Forti.

O paciente atirou contra o urologista na segunda-feira, 15, dentro do consultório do especialista, na Bela Vista (região central), e se matou em seguida.

A principal hipótese investigada pela Polícia Civil é a de que o atirador teria agido por vingança. Ele estaria descontente com os resultados de uma operação feita na uretra pelo especialista e se queixava para a mãe de dores, impotência sexual e dificuldade para andar.

Em 2012, pouco depois da cirurgia, Forti fez uma denúncia contra o médico no Cremesp, que abriu sindicância para verificar o atendimento, mas concluiu que não houve indício de delito ético nem por parte de Mitre nem por parte de outros médicos que participaram do tratamento urológico de Forti.

Segundo João Ladislau Rosa, presidente do Cremesp, a sindicância foi arquivada em fevereiro deste ano.

Estado de saúde. Atingido por três disparos, Mitre continua internado na UTI do Hospital Sírio-Libanês, com quadro estável, e boa evolução clínica e neurológica, segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira, 19. Ele segue sedado, sem previsão de alta.

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