Cratera e desmoronamento atrapalham o trânsito

Dois desmoronamentos atrapalharam o trânsito da capital ontem. Na zona leste e no centro, o asfalto cedeu, vias tiveram de ser interditadas e o tráfego ficou lento.

JULIANA DEODORO, O Estado de S.Paulo

18 Janeiro 2013 | 02h04

O problema mais grave foi na Rua Manuel Pereira da Silva, continuação da Avenida do Estado, que liga Santo André a São Paulo, na Vila Prudente. Cerca de 120 metros de asfalto de uma das pistas desmoronaram dentro do Rio Tamanduateí. O incidente aconteceu por volta das 20h30 de anteontem e ninguém ficou ferido.

Segundo a Prefeitura, o local estava interditado desde terça-feira, quando foram constatados rachaduras e solapamento da pista. O secretário de Estado de Saneamento e Recursos Hídricos, Edson Giriboni, disse que infiltração de água do córrego, que encharcou o solo, causou o desmoronamento. Outros motivos podem ter agravado a situação, como a fadiga do asfalto por causa do trânsito intenso.

Nos próximos dias, a via será monitorada pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) e pela Defesa Civil para evitar novos acidentes. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) também foi acionado para realizar estudos nos 16 quilômetros do córrego para prevenir acidentes parecidos.

O Daee afirmou que já contratou uma empresa para fazer a recuperação dos 150 metros da margem do rio que desabaram. De acordo com o órgão, as obras estavam previstas para começar ainda ontem.

O trânsito no local, porém, só deverá ser liberado em 30 dias.

Rudge. Na Avenida Rudge, na região central, uma cratera se abriu na frente da Universidade Bandeirante. De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o desmoronamento ocorreu porque uma galeria de águas pluviais cedeu e quebrou o coletor da rede de esgotos. A previsão era de que o reparo fosse concluído até a noite de ontem.

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