Cratera do Metrô rendeu homenagem a Dara e Anny

Duzentos e sessenta bombeiros trabalharam no acidente da cratera do Metrô, que deixou sete mortos em janeiro de 2007 nas obras da Estação Pinheiros. Mas, no meio dos escombros, quem mais chamou a atenção foram Dara e Anny, as irmãs farejadoras que localizaram os corpos.

O Estado de S.Paulo

10 Março 2013 | 02h03

Menos de um mês após a tragédia, as cadelas da raça labrador receberam até homenagem do governo do Estado. No ano seguinte, a dupla se aposentou - pelo protocolo dos bombeiros, o descanso chega quando o animal completa 8 anos.

Em geral, os cães acabam adotados pelos próprios bombeiros com quem mais trabalhavam. Dara, que morreu há quatro anos, ficou com o cabo Clóvis de Souza; Anny foi para a casa do cabo Maximiliano Panagassi.

Paixão. O fato de os cães aposentados acabarem na casa dos bombeiros é consequência do próprio relacionamento que os membros do grupamento do Ipiranga têm com esses animais. "A primeira pergunta que faço para quem quer trabalhar aqui é: 'Você tem cachorro em casa?'", conta o comandante, o tenente Robson Mitsuo Guenca. "Porque se o sujeito não tiver não adianta, não gosta de cão. E aí não vai se adaptar."

No dia a dia do trabalho, cada bombeiro é responsável por seu cão. "É um binômio. Trabalhamos sempre em dupla", diz o sargento Marcelo Garcia Dias. / E.V.

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