FELIPE RAU/ESTADÃO
FELIPE RAU/ESTADÃO

Cracolândia tem novo tumulto durante limpeza

Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, guardas civis foram agredidos

O Estado de S.Paulo

04 Julho 2017 | 21h06

SÃO PAULO - Mais uma vez, a limpeza de rotina terminou em conflito entre a Guarda Civil Metropolitana (GCM) e usuários de drogas na região da Cracolândia, no centro da capital, na manhã desta terça-feira, 5. Um dia antes, um tumulto já havia sido registrado durante a operação de limpeza realizada por equipes da Prefeitura.

O tumulto teve início por volta das 9 horas, na esquina da Alameda Cleveland com a Rua Helvétia, próximo às tendas de assistência social montadas na Cracolândia.  Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana afirmou que, nessa hora, equipes de limpeza faziam trabalho de rotina no local, sob escolta de guardas civis. De acordo com a pasta, os agentes foram agredidos primeiro.

"Durante a ação rotineira de limpeza realizada na manhã desta terça, traficantes incitaram usuários a atirar objetos nos GCMs que davam apoio aos agentes públicos. Infelizmente, mais uma vez o tráfico de drogas utilizou os usuários de crack como 'escudo humano' contra os trabalhos de zeladoria e assistência social da Prefeitura Municipal de São Paulo as ações de segurança pública realizadas pelo Governo do Estado", disse a Prefeitura, em nota. 

Um vídeo publicado pelo G1 mostra o momento da confusão. Nas imagens, é possível ver que a GCM usa bomba de gás lacrimogêneo para conter usuários de droga. Uma pessoa também é derrubada no chão por um guarda com o cassetete. "Acusações de excesso serão apuradas e, se comprovadas, punidas", afirma a nota.

'Lixo'. A região já havia sido palco de um tumulto semelhante no dia anterior. "Você vai colaborar com a Prefeitura Regional para a limpeza, causa um desconforto. É isso que aconteceu", afirmou na segunda-feira, 3, o secretário de Segurança Urbana, José Roberto Oliveira, responsável pela GCM.

Oliveira também afirmou que pediu à Prefeitura Regional para intensificar a fiscalização e evitar a entrada de móveis, lixo e entulho no "fluxo", como é chamado o espaço onde ficam concentrados os usuários de droga. "Nós vamos ter mais cuidado agora, porque foi tirado muito lixo. É para que não entre mais", disse. "Você tem espaço com lugar para tomar banho, comer, ficar. Então não tem mais sentido deixar coisas que estavam ali."

Ainda segundo o secretário, a GCM não passou a usar "mais força", e sim a trabalhar de forma mais coordenada. "Quando o trabalho é coordenado, parece que é mais força, mas foi é só mais coordenação."

 

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