Cracolândia fica fora da nova ‘bolsa anticrack'

Governo divulga lista de cidades que vão receber primeiro o Cartão Recomeço, sem a capital paulista

Bruno Ribeiro - O Estado de S. Paulo,

08 Maio 2013 | 12h34

(Atualizado às 15h53)

A capital paulista não está na lista das primeiras 11 cidades que vão receber o piloto do “Cartão Recomeço”, programa do governo do Estado de São Paulo que prevê uma bolsa de R$ 1.350 para famílias de viciados em crack para pagamento de internação em clínicas especializadas no tratamento. Com isso, os usuários da droga na região da cracolândia, no centro, ficam de fora do projeto por enquanto.

A relação das primeiras cidades que vão receber o Cartão Recomeço foi divulgada na manhã desta quarta-feira, 8. São elas: Diadema, Sorocaba, Campinas, Bauru, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, São José dos Campos, Osasco, Santos e Mogi das Cruzes. O programa foi planejado de forma que caberá aos municípios cadastrados selecionar os pacientes que poderão receber o benefício.

O governo do Estado informou, no entanto, que embora as famílias de usuários de crack da capital paulista (incluindo os frequentadores da cracolândia) não irão receber o Cartão Recomeço, os viciados da cidade já contam com uma rede de atendimento. São 13 clínicas cadastradas, com pagamento feito também com recursos do Tesouro estadual. Juntas, essas clínicas têm capacidade para atender 270 pacientes. Assim, diz o Estado, mesmo sem cartão, pacientes da cidade podem buscar clínicas para atendimento, após encaminhamento da rede especializada.

Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia, o programa prevê que o benefício seja válido por um período de seis meses. O alvo do cartão são pessoas que já passaram por internação, por até 30 dias, e precisam continuar o tratamento para se livrar da droga.

Nesta quinta-feira, o Estado deve publicar edital para começar a credenciar as clínicas habilitadas a receber esses pacientes. São elas, e não os usuários ou familiares, que receberão essa verba, por meio de um cartão magnético fornecido pelo governo às famílias.

A previsão é de que 3 mil dependentes sejam atendidos nessa primeira fase. O secretário Garcia afirmou que o número deve crescer à medida que mais cidades sejam incluídas no programa.

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