CPTM volta a registrar panes em duas linhas Moradores de Paraisópolis fazem ato por monotrilho

Passageiros dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) enfrentaram mais um dia de panes, desta vez nas Linhas 12-Safira (Brás-Calmon Viana) e 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú). As falhas aconteceram pela manhã e a companhia não informou o número de passageiros prejudicados.

O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2012 | 03h11

Na Linha 12-Safira, o problema começou logo no início da operação comercial, às 4 horas. Um defeito na subestação de energia de Calmon Viana obrigou as composições a circular com velocidade reduzida, o que fez o intervalo entre os trens, que no horário de pico é de 6 minutos, chegar a até 15 minutos. A operação só foi normalizada às 7h40, de acordo com a própria CPTM.

Já na Linha 9-Esmeralda, que permaneceu fechada nos últimos domingos para a execução de obras que pretendem reduzir as panes, o problema foi em um trem que estava perto da Estação Presidente Altino, em Osasco, por volta das 6 horas. A retirada da composição fez o intervalo entre as viagens ficar maior, o que resultou em maior lotação nas plataformas. A operação só foi normalizada às 9 horas, segundo a CPTM.

Reformas. A companhia está fechando as estações da Linha 8-Diamante aos domingos para obras. O processo só deve terminar em 26 de agosto. A Linha 9-Esmeralda, uma das que apresentaram falha ontem, também passou por fechamento das estações durante nove domingos nos últimos três meses. / BRUNO RIBEIRO

Moradores de Paraisópolis e de outros bairros na zona sul da cidade marcaram para a tarde de hoje uma passeata a favor do monotrilho da Linha 17-Ouro do Metrô, que ligará o Morumbi ao Aeroporto de Congonhas e ao Jabaquara. A marcha partirá às 15h da frente do Estádio do Morumbi e terminará na Assembleia Legislativa do Estado, no Ibirapuera, onde uma audiência pública sobre as obras ocorrerá às 18h.

De acordo com o líder comunitário Gilson Rodrigues, de Paraisópolis, um dos organizadores, o ato foi convocado para marcar posição diante daqueles que se opõem ao monotrilho. "Estamos em uma região carente de transportes e queremos cobrar o governo e pedir que acelere a construção do monotrilho. Para nós, faz uma diferença enorme", diz.

Os opositores da linha suspensa, muitos moradores do Morumbi, acreditam que ela trará impactos urbanísticos negativos para o bairro e defendem que uma linha subterrânea, com capacidade para mais passageiros, seja feita no lugar. /FELIPE TAU

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