CPTM não chega a acordo sobre greve

Funcionários e diretores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) terminaram mais uma rodada de negociação ontem sem chegar a um acordo para evitar novas mobilizações. Mas os três sindicatos que representam a categoria decidiram não fazer nenhuma paralisação até o julgamento da greve no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no dia 15.

Renato Machado e Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2011 | 00h00

"Vamos manter a mobilização, mas decidimos aceitar o apelo do TRT de não fazer paralisações até o julgamento. Depois, vamos convocar nova assembleia e decidir se voltamos a entrar em greve", diz o presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, Eluiz Alves de Matos.

Representantes da companhia e do sindicato se reuniram à tarde para uma nova audiência de conciliação no tribunal regional. No entanto, a companhia não fez novas propostas e os funcionários decidiram não ceder, principalmente na questão do reajuste salarial.

Após o impasse, o desembargador que relata o caso decidiu que as negociações estariam encerradas e uma nova sessão faria o julgamento da questão do dissídio coletivo - analisando as reivindicações - e da própria legalidade da greve. Na ocasião também será julgada a imposição da multa de R$ 200 mil aos sindicatos por desrespeito a uma liminar que estabeleceu frota mínima para os dias de paralisação.

Novos trens. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) entregou ontem três novos trens para a CPTM e outros dois que foram reformados, para o Metrô. Esses serão usados na Linha 3-Vermelha, onde no extremo leste ficará o Itaquerão, futuro estádio que deve ser usado na Copa 2014. Alckmin disse ainda que pretende reduzir em cerca de 20% o intervalo entre os trens até o mundial.

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