Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão
Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão

CPTM encerra greve e funcionários voltam aos postos de trabalho

Em assembleia na tarde desta terça-feira, os sindicalistas decidiram suspender a paralisação; o serviço deve ser normalizado no decorrer da tarde

Bibiana Borba e Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

11 Abril 2017 | 05h27
Atualizado 11 Abril 2017 | 17h18

SÃO PAULO - O Sindicato dos Ferroviários de São Paulo reuniu os trabalhadores, na tarde desta terça-feira, 11, e decidiu encerrar a greve iniciada à 0h nas Linhas 7-Rubi e 10-Turquesa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Todos os funcionários concordaram em voltar aos postos de trabalho, porém, o serviço deve ser normalizado somente às 18h.

Duas das seis linhas da CPTM foram afetadas por paralisação de funcionários nesta terça, na capital paulista. A Linha 10-Turquesa, que faz ligação entre parte do ABC paulista e a capital, foi a única completamente fechada desde o início do dia. Já a 7-Rubi operou com restrições: os trens tinham intervalos maiores entre as Estações Palmeiras-Barra Funda e Francisco Morato, e havia ônibus que substituíram o trajeto entre os Terminais Francisco Morato e Jundiaí, paralisado. 

A partir da Barra-Funda, os passageiros também podem fazer transferência gratuita para as Linhas 3-Vermelha do Metrô ou 8-Diamante da CPTM. A CPTM contou hoje com quatro linhas operando integralmente: 8-Diamante, 9-Esmeralda, 11-Coral e 12-Safira. O funcionamento do Metrô de São Paulo é normal.

Os ônibus disponibilizados na Linha 7 são da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), através do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese).

As duas linhas afetadas têm circulação média de 780 mil passageiros por dia. A paralisação parcial começou à 0 hora desta terça.

Para mais informações acesse o site da CPTM.

Negociação. A categoria reivindica o cumprimento de um acordo para o pagamento do Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2016. O valor seria pago integralmente no dia 31 de março deste ano, mas, segundo o sindicato, a empresa pagou apenas uma parcela até agora. 

Em nota, a CPTM informou que a segunda parcela (50%) do PPR será paga no dia 16 de junho, com valor corrigido pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) acumulado nos meses de abril e maio deste ano. A companhia alega ajustes financeiros para parcelar o pagamento. 

Segundo a CPTM, 63% dos empregados da Linha 7-Rubi e 10% da Linha 10-Turquesa compareceram aos seus postos de trabalho nesta terça. A companhia comunicou ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT) que o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo não cumpriu a decisão do Tribunal de manter 75% da operação nos horários de pico (das 4h às 10h e das 16h às 21h) e 60% nos demais períodos. A nota diz: “Esse percentual deve ser aplicado a todas as funções da operação, notadamente maquinistas, equipes de estações e agentes de segurança". O descumprimento da liminar pode impor ao sindicato uma multa diária de R$ 100 mil. 

A empresa também ingressará com Dissídio Coletivo de Greve na Justiça, solicitando que o TRT julgue a paralisação ilegal já que a ação do sindicato das Linhas 7 e 10 é desproporcional em relação ao seu motivo, pois os empregados não terão prejuízo financeiro e têm garantido pela empresa o pagamento total do Programa de Participação nos Resultados (PPR).  

A direção da CPTM disse que "buscou todas as alternativas para chegar a acordo com a entidade, e espera que seus empregados adotem postura responsável em favor da continuidade dos serviços prestados à população".

O presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, Eluiz Alves de Matos, afirma que a entidade já contestou os pedidos da CPTM feitos ao TRT. “A greve não é abusiva no caso de os trabalhadores buscarem o cumprimento de um acordo. A decisão de penalidade será da Justiça, mas acredito que não serão aceitos”, disse.

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