CPTM: Funcionários atropelados faziam testes de novos trens

Um técnico e dois engenheiros morreram após o acidente na zona leste de São Paulo

Agência Estado,

27 Novembro 2011 | 20h19

SÃO PAULO - Os três funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que morreram atropelados neste domingo, 27, em uma das vias na zona leste de São Paulo estavam realizando testes nos novos trens da companhia.

Os engenheiros Marcio Luis Alves de Souza, de 32 anos, José Juan de Dios Claramente, sem idade divulgada, e Cauê Arnaud Gruber, de 29, caminhavam pelos trilhos na região do Belém quando foram surpreendidos por um trem que trafegava a 90 km/h nesta manhã.

Outro profissional que acompanhava o grupo conseguiu se salvar e foi levado ao Pronto-Socorro do Tatuapé com ferimentos leves.

Segundo informações da delegada plantonista da Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), Analice Malandrino Gomes, o grupo guiado por Sergio Eduardo Batista de Oliveira, de 40 anos, técnico da CPTM, não tinha alternativa de transporte entre as estações e, por isso, caminhava pela via.

Como não usavam coletes refletores, equipamento de segurança obrigatório que deveria ser emprestado pela CPTM, o maquinista Paulo Roberto Gomides, de 47 anos, não conseguiu enxergá-los na via. Tratava-se do primeiro trem com passageiros do dia, que partiu da Estação Guaianases na direção da Luz.

Eles estavam na Oficina Engenheiro São Paulo, próximo da Estação Tatuapé, a mando da CAF Brasil, filial da matriz espanhola que fabricou e exportou as locomotivas. Claramente, que trabalhava na sede da empresa, estava no País apenas para essa tarefa.

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