Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

CPI reconvoca presidente da Sabesp para depois do 1º turno

Dilma Pena foi intimidada a depor na comissão que investiga contrato com a Prefeitura, mas alegou ter realizado uma cirurgia 

Fabio Leite e Ricardo Chapola, O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2014 | 12h10

Atualizada às 14h36

SÃO PAULO - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de São Paulo que investiga o contrato da Prefeitura com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) reconvocou a presidente da empresa, Dilma Pena, para depor no dia 8 de outubro, três dias após o primeiro turno das eleições.

A dirigente havia sido intimada a depor na CPI nesta quarta-feira, 24, após não ter atendido a um convite da comissão na semana passada. Em ofício enviado ao presidente da comissão, vereador Laercio Benko (PHS), Dilma disse que foi submetida a um procedimento cirúrgico na laringe há quatro dias e que ficará afastada da empresa de licença médica por duas semanas, até o dia 5 de outubro, dia da eleição.

Benko chegou a propor a convocação de um outro diretor da Sabesp para a sessão da próxima quarta-feira, 1º, mas a comissão decidiu adiar o depoimento por mais uma semana. Caso Dilma não possa comparecer à CPI no dia 8, a Sabesp deve enviar um outro representante.

"A Sabesp não pode ficar acéfala, alguém precisa comparecer a CPI, o momento é muito importante, há um risco de ficarmos sem água" , disse o vereador Nabil Bonduki. "Quando você faz um requerimento intimando alguém, esse documento foi feito para que a Dilma viesse aqui, e não um substituto ou alguém que estivesse no exercício no cargo. O fato de ela não ter mandado algum representante para prestar esclarecimento hoje não significa um descumprimento”, disse Mário Covas Neto (PSDB).
 
A CPI também aprovou nesta quarta-feira dois requerimentos convidando a depor o secretário paulista de Saneamento e Recursos Hídricos, Mauro Arce, e o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu. Ambos são gestores dos mananciais que abastecem os cerca de 11 milhões de moradores da capital e têm divergido e trocado acusações sobre a gestão da crise do Sistema Cantareira. 

A CPI da Sabesp foi instalada no mês passado pela base aliada do prefeito Fernando Haddad (PT) para investigar o contrato da Prefeitura com a empresa celebrado em 2010 na gestão Gilberto Kassab (PSD) e os casos de cortes no abastecimento de água na cidade pela Sabesp. Aliados do governador Geraldo Alckmin (PSDB) apontam uso eleitoreiro da CPI e a Sabesp nega que haja racionamento de água na cidade.

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