CPI ouve queixas do Parque Edu Chaves sobre falta de água

Moradores relatam cortes e cobram soluções do poder público

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

10 de novembro de 2014 | 23h10

SÃO PAULO - Moradores do Parque Edu Chaves, na zona norte da capital paulista, tiveram a oportunidade de relatar a vereadores da Câmara Municipal um problema que os atinge há meses: a falta de água.

A primeira audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sabesp fora do prédio da Câmara reuniu cerca de 40 pessoas. Dez falaram sobre os cortes, a necessidade de conscientização da população e perguntaram aos integrantes da CPI qual pode ser a saída para a crise hídrica.

“Estamos com problema generalizado de falta de água e, ao mesmo tempo, estamos entre os bairros que mais economizam. Poderíamos ter começado a economizar mais cedo, se soubéssemos antes da gravidade da crise. Com os vereadores aqui, podemos criticar mas conseguimos informações para aprender”, disse o diretor da Sociedade Amigos do bairro, Nelsinho Ferreira.

Membro da CPI, o vereador Mario Covas Neto (PSDB) defendeu a Sabesp. “Existe uma empresa cujo interesse é vender água. Quanto mais se consumir, mais a empresa vai receber. Dizer que a Sabesp quer que pouca água chegue a algumas regiões é um erro”, disse. Laércio Benko (PHS), presidente da comissão, discordou “respeitosamente” do colega e disse que “água não deveria ser tratada como produto, e sim como um bem estratégico”.

Outro lado. A Sabesp informou em nota que não pode explicar o motivo da falta de água, alegada por Ferreira, “candidato derrotado a deputado federal pelo PHS, mesmo partido do presidente da CPI”, porque ele não informou os endereços à reportagem. “A Companhia fica no aguardo que a CPI siga prestando serviço à população.” A empresa ainda afirmou que, desde o dia 1° de outubro, "foram computadas 47 reclamações num universo de 30 mil clientes no bairro Parque Edu Chaves."

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