CPI encerra audiência em Catanduva sem conclusões definitivas

Entretanto, presidente da comissão de pedofilia, Magno Malta (PR-ES), disse que apurações avançaram muito

Agência Brasil,

20 Março 2009 | 14h53

Dezessete depoimentos, 18 horas de sessões e nenhuma conclusão definitiva. Este é o saldo da audiência pública que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia realizou em Catanduva, a 385 quilômetros de São Paulo. A comissão de senadores foi até a cidade para apurar denúncias da existência de um rede de pedofilia no município e reuniu centenas de moradores na Câmara Municipal. Contudo, não conseguiu encontrar provas cabais que comprovem o esquema ou que sirvam para a punição de alguns dos suspeitos ouvidos.

 

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Apesar de os senadores saírem convencidos da veracidade das denúncias, eles confirmaram em entrevistas que a investigação ainda terá de avançar para que os culpados sejam punidos. "Fatos novos estão surgindo. É preciso estabelecer todo um mosaico da ação criminosa", disse o vice-presidente da comissão e relator da CPI para o Estado de São Paulo, Romeu Tuma (PTB-SP). "Tenho suspeitas fortes, mas não posso responsabilizar culpados sem completar todas as provas necessárias para isso", completou o senador quando questionado sobre a culpabilidade dos depoentes.

 

O presidente da comissão, senador Magno Malta (PR-ES), também disse que as investigações precisam avançar. Ele afirmou que ouvir dois suspeitos convocados a depor e que não compareceram à CPI é uma das iniciativas que ainda deverá ser tomada. Malta lembrou a necessidade de refazer alguns dos procedimentos realizados em inquéritos conduzidos pela Polícia Civil em Catanduva. Para ele, uma nova sessão de reconhecimento de suspeitos é uma das peças-chave para a elucidação do caso. O parlamentar afirmou, contudo, que sai satisfeito de Catanduva. "Nós avançamos muito", disse.

 

Magno Malta e outros membros da CPI ficam em Catanduva até esta sexta-feira, 20. Caso os convocados que não prestaram depoimento apareçam, eles serão ouvidos pelos senadores. Os depoimentos das crianças que estavam marcados para esta sexta foram cancelados, pois ocorreram de forma reservada nas casas deles.

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