Cozinheira é morta a tiros na zona leste

Principal suspeito do crime é o ex-marido da vítima; casal estava em processo de separação

Daniela do Canto, Central de Notícias

20 Fevereiro 2009 | 06h07

A cozinheira Vera Lúcia de Moura Almeida, 39 anos, foi morta a tiros na noite de quinta-feira, 19, na casa onde morava com os três filhos, na Vila Carmosina, zona leste de São Paulo. O principal suspeito do crime é o ex-marido da vítima, o motorista Antônio Duque de Almeida, 54. Os dois foram casados por dez anos e estavam em processo de separação. Segundo familiares da vítima, eles costumavam brigar pela casa onde a família morava. Conforme testemunhas, Almeida esperou Vera chegar do trabalho na noite do crime. Ele a chamou para um cômodo no segundo andar do sobrado, trancou a porta e os dois discutiram. As filhas mais novas da vítima estavam em casa e escutaram a briga, os tiros e os gritos da mãe. Vera foi até a sacada do cômodo para pedir socorro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Segundo vizinhos, foram cinco disparos. Depois dos tiros, Almeida deixou a residência no seu carro, um Santana prata. "Eu estava chegando em casa com a minha namorada, umas 23 horas, e vi ele passando pela rua", afirmou o estudante Edgar de Moura Bispo, 18 anos, filho do primeiro casamento de Vera. Conforme ele, a mãe estava separada do padrasto desde o dia 31 de dezembro de 2007. "Ele queria que minha mãe cozinhasse na festa de Ano-Novo para uns amigos dele e ela não quis. Quando eles começaram a brigar, fui defender a minha mãe e ele me agrediu com o caco de vidro de uma garrafa", relatou. Ainda de acordo com o estudante, na ocasião Almeida foi preso por lesão corporal, mas deixou a cadeia no dia seguinte, depois de pagar fiança. Depois disso, ele pediu a separação, que ainda não havia sido assinada pelo casal. "Ele sempre ameaçava eu e a minha mãe de morte. A última vez foi no sábado passado", garantiu Bispo.

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