Coveiros falam em 'máfia do granito' no Consolação

Quando um túmulo tem suas portas e vasos roubados, um coveiro entra em contato com os familiares e imediatamente oferece uma nova porta de granito. O valor é de R$ 300 já instalada. "Eu digo que é melhor colocar logo uma porta de granito, porque se colocarem de bronze vão roubar de novo, lógico", disse um coveiro à reportagem.

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

28 Setembro 2014 | 02h03

Quem não paga a substituição fica com o túmulo aberto, com ossários e gavetas à mostra. O máximo que os funcionários fazem é cobrir o buraco com sacos pretos. Os furtos têm causado clima de desconfiança entre os funcionários e as famílias donas dos jazigos. Até entre os coveiros existe boatos sobre uma suposta "máfia do granito".

"Aqui são colocadas mais de 80 novas portas de granito por mês, e quem fornece é uma marmoraria de Jandira. Tem gente lucrando", disse um funcionário do cemitério. O 4º DP trabalha para descobrir quem são os receptadores das peças. / D.Z.

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