Prefeitura de São Paulo
Prefeitura de São Paulo

Covas assina acordo e shoppings vão reabrir das 6h às 10h ou das 16h às 20h em São Paulo

Estabelecimentos terão de limitar ocupação a 20% da capacidade, oferecer álcool em gel e evitar aglomerações a partir desta quinta-feira

Bruno Ribeiro, Paula Felix e Érika Motoda, O Estado de S. Paulo

10 de junho de 2020 | 18h42

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo e as entidades que representam os shoppings centers na cidade assinaram um termo de compromisso que autoriza, a partir desta quinta-feira, 11, que os centros de compras da cidade reabram as portas, fechadas desde o dia 20 de março. Os shoppings vão funcionar das 16h às 20h neste momento em que a operação só é permitida durante quatro horas por dia. Há opção também que eles abram das 6h às 10h, mas quem optar por um horário terá de se manter fechado no outro. 

Os shoppings terão de ter controle de acesso aos clientes, de forma a garantir que a lotação atinja apenas 20% da capacidade de cada prédio. Eles terão de oferecer álcool em gel, medir a temperatura dos clientes e agir para evitar que clientes se aglomerem dentro dos estabelecimentos. 

Pelo menos 46 shoppings devem reabrir na cidade de São Paulo nesta na quinta, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Outros sete centro comerciais estão previstos para retomar as atividades na sexta, 12. 

"É claro que os lojistas não vão conseguir ter o retorno econômico de antes com a jornada reduzida”, disse o presidente da Abrasce, Glauco Humai, que esteve em reunião com o prefeito para acertar os últimos detalhes da reabertura. “Mas, antes, os lojistas estavam com zero. Vamos trabalhar com muita cautela para que possamos passar para a fase 3 do plano de reabertura."

Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) divulgou em nota que os mais de 80 dias de fechamento do comércio causou prejuízos de R$ 27 bilhões em âmbito nacional, o que resultou em mais de 120 mil desempregados.

Regras

“As lojas que estão dentro do shopping têm de seguir as mesmas regras de higiene que as lojas fora do shopping também têm de atender”, disse o prefeito Bruno Covas (PSDB). "Ainda estamos em quarentena, ainda peço para a população utilizar máscara, evitar aglomeração e evitar sair de casa. Essa forma encontrada pela Prefeitura, de discutir os protolocos com os setores, é a forma que dá mais tranquilidade que a gente não vá retroceder à fase anterior", completou. 

Cinemas, teatros e praças de alimentação continuarão fechados para o atendimento ao público (mas os restaurantes podem continuar operando em serviços de delivery). Já os supermercados, farmácias e laboratórios clínicos no interior desses estabelecimentos não precisarão respeitar o limite de horas e operar o dia todo.

A negociação feita pela Prefeitura determina que os centros de compras não poderiam abrir e fechar nos horários de pico do transporte público (das 7h às 10h e das 17h às 20h). O horário também não bate com o funcionamento do comércio de rua, que desde esta quarta-feira, 10, esteve autorizado a abrir das 11h às 15h, também obedecendo a uma série de regras para manter o distanciamento social.

A capital paulista, que havia sido considerada uma zona “laranja” no plano de reabertura econômica do governo do Estado, o Plano São Paulo, manteve a classificação nesta semana. Segundo os dados do governo, embora a variação do total de novos casos e a quantidade de leitos existentes autorizassem abertura comercial até maior, a média de ocupação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), na casa dos 78%, fez com que a cidade mantivesse a classificação anterior.  

“A expectativa da Prefeitura é que, com esses protocolos, a gente reabra com a segurança necessária para continuar a melhorar os índices na cidade de São Paulo”, afirmou o prefeito, em vídeo divulgado pela Secretaria de Comunicação da Prefeitura.

Tecnologia

Alguns shoppings como o Pátio Higienópolis já estavam funcionando parcialmente na capital porque abrigam drogarias e mercados, serviços considerados essenciais desde o início da quarentena. 

Para receber o público amanhã, o Pátio Higienópolis disse que houve a adoção de câmeras termográficas com inteligência artificial para aferir a temperatura das pessoas, uso de luz ultravioleta para desinfecção dos corrimãos de escadas rolantes, botoeiras “no touch” para chamar elevadores, contagem eletrônica de ocupação por meio de inteligência eletrônica, tapetes sanitizantes para a desinfecção dos solados de calçados nas entradas. Além disso, a retirada de compras por drive thru continua sendo oferecido das 12h às 20h. 

Receba no seu email as principais notícias do dia sobre o coronavírus

Para Entender

Coronavírus: veja o que já se sabe sobre a doença

Doença está deixando vítimas na Ásia e já foi diagnosticada em outros continentes; Organização Mundial da Saúde está em alerta para evitar epidemia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.