Taba Benedicto/Estadão
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Covas anunciará reabertura de parques até sexta-feira; retomada não incluirá fins de semana

Prefeitura de São Paulo discute novos horários e regras de funcionamento parcial com Vigilância Sanitária; academias, museus e cinemas não têm previsão de reabertura

Priscila Mengue e Marina Aragão, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2020 | 13h20

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), declarou nesta segunda-feira, 6, que os novos horários e regras de funcionamento para a reabertura dos 108 parques municipais serão anunciados até sexta-feira, 10. Embora os detalhes ainda estejam em discussão com a Vigilância Sanitária, ele já adiantou que a retomada será restrita aos dias úteis.

"Nós não vamos retomar os parques ainda no fim de semana, para evitar aglomeração", justificou durante coletiva de imprensa realizada em conjunto com o governador João Doria (PSDB).

A cidade de São Paulo tem 108 parques municipais, como o do Ibirapuera, na zona sul, e o Trianon, no centro expandido. Com o fechamento por causa da pandemia do novo coronavírus, em 21 de março, parte dos frequentadores passou a praticar atividades físicas nos espaços abertos e no entorno das áreas verdes.

A reabertura dos parques estaduais também é discutida em âmbito estadual pelo Centro de Contingência Contra a Covid-19, criado pelo governador João Doria (PSDB).  Parte deles também está localizado na capital paulista, como os parques Villa-Lobos e da Água Branca, ambos na zona oeste, Cantareira e da Juventude, na zona norte e Fontes do Ipiranga, na zona sul, dentre outros.

Covas pede 'cautela' na reabertura de bares, restaurantes e padarias

A capital paulista está em flexibilização da quarentena, encaixando-se nas regras da fase 3 (amarela), do Plano São Paulo. Nesta segunda-feira, foram retomadas parcialmente as atividades de bares, restaurantes, padarias, barbearias e salões de beleza, dentre outros espaços. Na coletiva, Covas pediu "cautela" da população nesse momento, para a cidade não repetir as cenas de aglomeração vistas na reabertura de bares no Rio. "Essa fase de flexibilização não se confunde com o fim da pandemia", ressaltou.

Questionado, o prefeito esclareceu que a flexibilização também libera o funcionamento de praças de alimentação, cujos espaços deverão seguir os horários padronizados para os shoppings, das 16 horas às 22 horas. O horário difere do limite imposto aos demais estabelecimentos gastronômicos, que podem atender ao público de forma presencial até as 17 horas, o que tem gerado críticas de donos de pizzarias, bares e outros espaços que costumavam funcionar apenas de noite.

"Em relação a restaurantes, bares, pizzarias e similares, neste momento o horário de fechamento é 17 horas, por determinação do Centro de Contingência. Passo a passo. o Plano São Paulo é um plano seguro, correto, mas ele vai passo a passo. Nós reconhecemos que o setor da economia criativa, de alimentação, foi um dos mais afetados. Mas o inimigo da economia é a pandemia, não a quarentena", justificou Doria.

Academias não estão liberadas na cidade de São Paulo

Embora o Governo do Estado tenha liberado a reabertura de academias para municípios da fase amarela, a cidade de São Paulo ainda não determinou as regras de reabertura desses espaços. A situação também se repete com museus, cinemas e teatros, cujas retomadas são permitidas pelo Estado a partir de 27 de julho.

"Ainda não temos previsão, tanto a questão das academias, quanto de algumas atividades culturais. Não há previsão de data ou de quando isso começará na cidade de SP", disse Covas. 

Virada Cultural poderá ser exclusivamente digital em 2020

Covas também comentou que a Prefeitura de São Paulo discute um novo adiamento ou mudanças na realização dos grandes eventos que foram transferidos para o segundo semestre por causa da pandemia da covid-19. No caso da Virada Cultural, adiada para setembro, por exemplo, estuda-se a possibilidade de ocorrer de forma estritamente virtual.

"A Prefeitura está discutindo internamente o que fazer com esses grandes eventos. A principal preocupação é qual é a previsibilidade que nós temos da doença para poder avançar em qualquer tipo de planejamento e evitar desperdício de recurso público”, afirmou Covas. “Ainda não há um decisão da Prefeitura.”

Estado de SP chega a 16.134 mortes por covid-19

De acordo com balanço da Secretaria Estadual da Saúde desta segunda-feira, 6, São Paulo tem 16.134 mortes por covid-19, das quais 56 foram registradas nas últimas 24 horas. Ao todo, são 323.070 casos confirmados. 

A taxa de ocupação de leitos de UTI é de 63,9%, média que cai para 63,3% na Grande São Paulo. O número de internados com suspeita ou confirmação da doença é de 5.501 pacientes em UTI.

Na coletiva de imprensa, o coordenador do Centro de Contingência Contra a Covid-19, Paulo Menezes, voltou a mostrar a projeção da pandemia no Estado até a metade de julho. Nesse período, é esperado que São Paulo chegue a até 470 mil casos confirmados, dos quais entre 18 mil e 23 mil resultarão em óbitos.

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