Ana Paula Niederauer/Estadão
Ana Paula Niederauer/Estadão

Covas admite que vistoria em viadutos é 'insuficiente' e quer novos laudos de todas as estruturas

Prefeito afirmou que consultará o TCM para avaliar a possibilidade de um contrato emergencial para o trabalho

Ana Paula Niederauer e Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

19 de novembro de 2018 | 12h01
Atualizado 20 de novembro de 2018 | 17h40

SÃO PAULO - O prefeito Bruno Covas (PSDB) admitiu nesta segunda-feira, 18, que a vistoria feita nos viadutos de São Paulo é insuficiente. Em entrevista coletiva, afirmou que quer contratar, de forma emergencial, uma empresa para fazer laudos estruturais de todos os 185 viadutos e pontes da cidade. Para isso, irá consultar o Tribunal de Contas do Município (TCM) sobre a viabilidade da proposta.

"A vistoria visual é incompleta, é insuficiente. Desde o ano passado já tínhamos visto que é insuficiente, e por isso havíamos passado por esse processo de contratação de um laudo mais estruturante para 33 pontes e viadutos. Se o TCM autorizar, vamos fazer nos 185 viadutos e pontes", disse Covas.

Covas disse ainda que determinou à Secretaria de Coordenação das Subprefeituras que "aproveite" o tempo enquanto a Marginal do Pinheiros está interditada para recapear a pista. "A gente já havia pensado nisso mas sabia da dificuldade que seria fazer uma obra na Marginal do Pinheiros. Então vamos aproveitar esse dias e fazer o recap (recapeamento) dos trechos que precisam de recap", disse, sem dar mais detalhes. 

Na manhã desta segunda-feira houve a primeira reunião presencial do Comitê de Crise no gabinete do prefeito para tratar dos próximos passos em relação ao viaduto que cedeu na zona oeste.

Por quase três horas, o prefeito Bruno Covas se reuniu com os secretários de Infraestrutura e Obras, Vitor Aly, e de Mobilidade e Transportes, João Octaviano Neto.

Segundo Covas, além do escoramento total da estrutura, os engenheiros fizeram uma "janela" para dar acesso a parte interna do viaduto e avaliá-lo melhor.

O secretário Vitor Ali informou que os técnicos estão procurando a documentação do viaduto, que foi construído na década de 70 pelo governo do Estado de São Paulo. " A gente não tem muito otimismo em relação a isso porque uns anos atrás, o arquivo sofreu um incêndio e a gente não sabe se a documentação ainda existe. Já entramos em contato com a viúva do professor Braga que fez o projeto e também estamos entrando em contato com a Companhia Brasileira de Projetos e Obras (CBPO) que executou a obra", explicou Aly.

De acordo com Aly, entre a madrugada e a manhã desta segunda-feira, a estrutura cedeu mais 5 milímetros e está dentro esperado. "A estrutura tem que se mexer. Está tudo sob controle e estamos monitorando a estrutura", disse o secretário.

Segundo o secretário, a próxima etapa é construir um pilar provisório para aliviar o pilar comprometido.

Trânsito

Octaviano Neto também falou sobre as medidas adotadas para tentar diminuir o impacto no trânsito do fechamento do viaduto que cedeu. Segundo ele, o rodízio foi suspenso na Marginal Pinheiros, entre a Avenida dos Bandeirantes e a Ponte dos Remédios, porque as pessoas que trafegam normalmente pela região deverão enfrentar mais trânsito e seriam multadas. "(A suspensão) não é para induzir o uso da Marginal Pinheiros na hora do rodízio." 

O secretário disse ainda que a área de suspensão do rodízio poderá ser ampliada. O grande teste será na quarta-feira, 21, após o feriadão.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.