GUSTAVO RAMPINI
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Corujão da Saúde começa em até 90 dias, diz Doria

Projeto emergencial para zerar a fila por exames médicos na rede pública será iniciado nos primeiros dias de janeiro

Adriana Ferraz e Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

14 de outubro de 2016 | 21h20

O prefeito eleito, João Doria (PSDB), afirmou nesta sexta-feira, 14, em Buenos Aires, que seu projeto emergencial para zerar a fila por exames médicos na rede pública será iniciado nos primeiros dias de janeiro, assim que assumir o cargo, como ação prioritária. Na campanha, o tucano prometeu atender a demanda atual - há 417 mil na espera -, no prazo máximo de um ano com a criação do Corujão da Saúde, programa que oferecerá horários alternativos aos pacientes, entre 20h e 8h. 

“Vamos colocar, a partir de 2 de janeiro, programa emergencial em curso para reduzir a fila da saúde. O corujão vai ser implementado no prazo-limite de 60 ou 90 dias”, disse.

Segundo Doria, mulheres, gestantes e idosos serão atendidos preferencialmente em dois períodos: das 20 horas às 22 horas e das 6 horas às 8 horas, todos os dias da semana, em uma rede conveniada de hospitais. Os demais podem ser convocados para a faixa da madrugada. Em função dos horários, guardas-civis metropolitanos serão deslocados para reforçar a segurança dos hospitais. 

Serão pelo menos 40 unidades privadas, de acordo com o tucano. A rede estadual também deve participar do projeto, que custará R$ 100 milhões em 2017. Esse cálculo não inclui o pagamento de transporte aos pacientes que serão convocados a participar do Corujão. Doria diz que terão de ser usadas as linhas de ônibus que funcionam de noite ou mesmo os trens, de acordo com o endereço do hospital.

O prefeito eleito espera obter ajuda federal para custear parte dos projetos na saúde. O objetivo é arrecadar ao menos R$ 40 milhões do Orçamento da União. 

Cinco perguntas para Juan Quirós, presidente da Investe SP

1. Como o senhor pretende trazer para a capital o projeto que visa a atrair investidores privados para a Saúde?

A Investe (Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade, do governo do Estado) está disposta a fazer uma integração. Temos um projeto que busca investidores na área da Saúde. Não temos experiência com a capital, mas com outras cidades. Verificamos a demanda e um banco de dados de investidores com perfil na área da Saúde e colocamos eles em contato com a cidade. 

2. Por que São Paulo ficou fora?

Na gestão Fernando Haddad não conseguimos avançar na mesma velocidade. Não se achou uma parceria que desse para avançar. Se do outro lado teve algum outro contexto, não sei. 

3. Existe interesse do setor privado em investir na Saúde em SP?

Há interesse do mercado em investir. Sentimos que despertou no mercado o interesse especialmente em São Paulo. A Saúde é importante, mas temos outras áreas de investimento. 

4. Qual deve ser o perfil do secretariado de Doria?

A parte técnica é fundamental. A musculatura da gestão se dará por pilares técnicos fortes. João preza muito o conhecimento e a disciplina.

5. Reportagem da Folha de S.Paulo disse que o senhor teve os bens bloqueados pela Justiça em 2014 e responde a ações na esfera privada. Como isso pode prejudicá-lo?

O mais importante é que temos a noção clara de quem construiu essa situação. Houve uma junção de ‘fogo amigo’ e outros fatos, que criaram essa situação. 

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