Corretor nega crime e se dispõe a devolver dinheiro

O corretor Armando Tadeu Burgatto nega que a operação financeira com a qual trabalha seja um golpe. Ele diz que as denúncias dos clientes começaram depois da operação do Ministério Público de Santa Catarina, em dezembro do ano passado.

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2011 | 00h00

"Sabe como as coisas se espalham rapidamente na internet. Os caras fizeram o blog contra mim e eu não tenho como buscar reparação de danos morais. Temos muito clientes. Eles veem a prisão, um liga para o outro. O que provocou essa reação foi a ação precipitada do Ministério Público e a gente vai responder a todos e provar que se trata de uma operação comercial", diz Burgatto, que responde a três processos de estelionato na Justiça. Segundo ele, foi absolvido em dois casos.

Burgato afirma que a empresa A&B, da qual é proprietário, administra capital de risco. "Pegamos uma empresa de pequeno e médio porte e levamos a fundos de pensão, agências governamentais e potenciais investidores. Fazemos contratos comerciais com os clientes."

Para Burgatto, aqueles que se sentiram prejudicados deveriam ter procurado o Fórum Civil para entrar com uma ação civil e pedir o dinheiro de volta. "Não há motivos para procurar a polícia." Burgatto afirma que já assinou a devolução de R$ 2,8 milhões dos clientes que se sentiram lesados.

O advogado de João Djalma Prestes Júnior, Luís Henrique Pille, também afirma que não há crime. "Os contratos ainda estão em vigência e poderiam ser cumpridos. Com a prisão do meu cliente, o cumprimento ficou prejudicado. As denúncias foram feitas por um corretor que tinha envolvimento com drogas. Houve precipitação na denúncia do Ministério Público."

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