Correios atrasam a entrega

REEMBOLSO SEM ATUALIZAÇÃO DE VALORES

O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2011 | 03h02

Tenho dois processos indenizatórios abertos nos Correios, pois houve uma falha na entrega de dois Sedex a cobrar em dezembro do ano passado. Estou com dificuldade para resolver o problema. Na época, gastei R$ 142, contando o seguro, a embalagem e a postagem. Do destinatário, os Correios receberiam R$ 224 (valor referente à mercadoria, à postagem, ao seguro e à embalagem). Estranho o fato de o ressarcimento não ter o valor pago atualizado.

FRANCISCO FÁBIO ADERALDO JÚNIOR / SÃO PAULO

A Diretoria Regional de São Paulo Metropolitana dos Correios informa que o primeiro Sedex foi entregue com atraso e o segundo foi devolvido ao remetente indevidamente, motivos pelos quais ele tem direito à restituição das taxas postais pagas. Explica que pagou, em 16/9, a restituição do objeto entregue com atraso e a outra, em 11/10. Esclarece que os empregados, envolvidos na devolução incorreta do objeto ao remetente, foram reorientados quanto aos procedimentos corretos de envio do aviso de chegada, dentro dos prazos previstos, a fim de evitar ocorrências semelhantes.

O leitor opina: As restituições foram feitas. Mas não concordo com a quantia paga. Hoje, não conseguiria enviar as mesmas mercadorias com o valor recebido de reembolso. É lamentável uma empresa cometer tantas falhas, omitir informações e atrasar o pagamento de indenizações. Além de não haver correção, não me informaram, na época, de que eu poderia reenviar os objetos sem custo adicional. A quantia paga pelo seguro foi perdida. Creio que também deveriam ter restituído o valor pago pela embalagem.

DESASSISTÊNCIA DO SAMU

Sistema público de saúde

Em 29/9, às 17h30, cheguei em casa e, enquanto conversava com a minha mãe, a vizinha, de 74 anos, começou a gritar por socorro. Fomos ao quintal e a encontramos no portão, caída e com o braço quebrado - o osso estava fora do lugar. Liguei para o Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (Samu) às 18 horas. Como o socorro não chegava, liguei várias vezes para o Samu. Os atendentes, como robôs, sempre faziam as mesmas perguntas sem nada resolver. Exatamente às 20h50, o problema foi resolvido: "- Estou ligando para cancelar o chamado da ambulância."; "- Qual é o motivo?"; "- Estou há 2h50 esperando por uma ambulância."; "- Senhora, qual é o motivo?"; "- Estou há 2h50 esperando por

uma ambulância, vou levar a minha vizinha de qualquer jeito ao hospital no meu carro, já que vocês não vêm"; "- Ah sim, socorro próprio. Cancelado o chamado". Preciso dizer mais alguma coisa?

ERIKA MORAIS / SÃO PAULO

A Secretaria Municipal da Saúde não respondeu.

A leitora disse à Coluna que sua vizinha quebrou o pulso e está com o braço engessado. Ela questiona ainda qual é o processo de filtragem das ocorrências para que ocorra tanta demora.

AZUL LINHAS AÉREAS

Viagem é feita de ônibus

Comprei passagens aéreas da Azul, Campinas-Marília, em 24/9 e, em 28/9, Marília-Campinas, para a minha mulher. O voo de ida foi cancelado e a viagem foi feita de van. Na volta, o voo foi transferido para o dia 29/9. Ela estava em Tupã, a 75 quilômetros de Marília. Mas quando chegou ao aeroporto, a alternativa era viajar de ônibus - que estava em péssimo estado. Não havia nem água nem papel no banheiro e o ônibus tinha de parar a cada 40 minutos porque estava com problemas de superaquecimento. Comprei 2 passagens aéreas para fazer uma viagem terrestre!

DOUGLAS DE OLIVEIRA BARBOSA

/ SÃO PAULO

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras informa que o caso do sr. Barbosa foi solucionado.

O leitor diz: A Azul entrou em contato e ofereceu um crédito de R$ 300 para ser usado em qualquer voo da companhia, mas ainda não o recebemos.

SERIA UM GOLPE?

Telefonemas estranhos

Tenho recebido em meu celular ligações de um número que, após atendê-lo, ouço uma gravação da Telefônica dizendo que eu devo ligar com urgência para outro telefone. Para mim, parece um golpe. Mas soube que há outras pessoas que estão com o mesmo problema.

MARIA TERESA BANNWART

/ SÃO PAULO

A Telefônica não respondeu.

A leitora diz: Curiosamente, logo após o envio da queixa ao jornal, as ligações pararam. Para mim, era um golpe. De qualquer maneira, ninguém da Telefônica entrou em contato comigo para dar alguma explicação.

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