Corregedoria ouve baleado por PM

O estoquista Fabrício Proteus Chaves, de 22 anos, baleado no ombro e na região genital por policiais durante um protesto na noite de domingo passado, foi ouvido ontem pela Corregedoria da Polícia Militar. Ele também deve prestar outro depoimento à Polícia Civil, a pedido da defesa dele.

Artur Rodrigues e Fabio Leite, O Estado de S.Paulo

01 Fevereiro 2014 | 02h02

"Dois oficiais estão fazendo um inquérito para averiguar a conduta dos policiais", disse o defensor público Carlos Weis, que representa Chaves. "O que o Fabrício falou vai na mesma linha do que tinha dito para a Polícia Civil, mas com muito mais detalhes, que jogam uma nova luz sobre os fatos." O defensor não deu detalhes do depoimento, porque o inquérito militar é sigiloso.

Segundo a Santa Casa, o jovem permanece estável e consciente. O defensor público disse que Chaves passaria ontem por um procedimento para a troca de um dreno.

A defesa questiona o modo como foi feito o depoimento aos policiais, tomado dentro do hospital. A polícia afirma que pode ouvir o relato do rapaz novamente. "Se ele acha que tem algo que possa acrescentar, estamos aqui para apurar. Não tem nenhum problema ouvi-lo de novo. Só estou aguardando o pedido do defensor, é direito dele", disse o delegado Luciano Augusto Pires, do 4.º DP.

A defesa de Chaves também comentou um novo vídeo, que mostra o rapaz correndo dos policiais antes de ser baleado. Na visão de Weis, em um momento, o jovem corre na direção de um policial por estar fugindo de outros cinco. Ele afirmou que os PMs estavam em maioria e poderiam ter imobilizado o rapaz sem atirar.

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