Corregedoria investiga PMs suspeitos de espancar taxista no centro de SP

Motorista teria sido agredido com chutes e socos na cabeça durante a madrugada de domingo, 15

Felipe Tau, estadão.com.br

18 Julho 2012 | 16h05

SÃO PAULO - A Corregedoria da Polícia Militar investiga seis policiais acusados de espancar e roubar um taxista de 29 anos na madrugada de domingo, 15, na  região central da capital paulista. As agressões teriam ocorrido por volta das 4h, na Avenida Rio Branco, e incluído chutes na cabeça do rapaz. Um aparelho instalado no veículo para comunicação do taxista com a central, chamado de PDA, também teria sido levado pelos PMs, segundo o motorista.

Em depoimento no 8ºDP (Brás/Belém), o taxista afirma que tudo começou ao passar em alta velocidade por uma viatura na Rua Alfredo Maia, na Luz, quando levava uma passageira com urgência para ser atendida na Santa Casa de Misericórdia, na Santa Cecília. Depois de deixar o local, o motorista foi seguido pela viatura e abordado em um posto de gasolina na travessa da Avenida Amaral Gurgel com a Rua Major Sertório.

Após ter o carro vistoriado, foi multado por avançar o sinal vermelho, por direção perigosa e por portar um extintor de incêndio defeituoso dentro do carro, um Chevrolet Meriva.

Liberado, foi abordado novamente pela polícia na Avenida Rio Branco. Ele relata no boletim de ocorrência que foi preso e agredido logo ao sair do veículo e que teve o PDA de seu carro roubado pelos policiais. Os homens pertencem à 1ª Companhia do 7º Batalhão.

Em entrevista à rádio CBN, o condutor relata as supostas agressões. "Os seis bateram, chutando minha cabeça, prensando minha cabeça", diz ele. "Tenho o corpo delito, tenho fotos do meu corpo inchado, tenho tudo para provar que sofri esses abusos". Segundo ele, os policiais disseram frases como "você vai ter o que você quer",  "você não é folgado?" e "você não gosta de encarar policial, não gosta de ficar medindo policial, não gosta de bater de frente? Leva uma agora", enquanto era agredido.

Em nota, a Polícia Militar afirma que o taxista registrou a denúncia na corregedoria da PM e que "até o momento não foram identificados possíveis autores, bem como a própria veracidade dos fatos". No inquérito aberto no 8º DP, os PMs são investigados por abuso de autoridade, furto e condescendência criminosa - crime ocorrido quando um funcionário público deixa de penalizar um subordinado que cometeu uma infração.

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