Corregedoria investiga negligência em DP de SP

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo vai apurar se policiais civis do 98.º DP, no Jardim Miriam, zona sul, prevaricaram (deixaram de cumprir suas funções) no caso do metalúrgico Renan Fogaça Alípio, de 22 anos.

GIO MENDES, O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2011 | 03h05

A informação é do delegado-geral da Polícia Civil, Marco Carneiro Lima, e os alvos da investigação são os policiais que estavam de plantão na noite de sábado, dia em que o rapaz foi sequestrado. Baleado no mesmo dia pelos bandidos, Alípio morreu anteontem em um hospital de Diadema, no ABC. O enterro aconteceu ontem no Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra.

A irmã dele, a técnica em Radiologia Karina Fogaça, de 30 anos, divulgou o sequestro de Alípio em sua página no Facebook, com o objetivo de conseguir informações sobre o paradeiro do rapaz. Alípio foi sequestrado na frente de casa, em Pedreira, zona sul da capital paulista, às 21h15. Vizinhos viram quatro homens em um Celta preto abordando o metalúrgico. A família chegou ao 98.º DP 45 minutos após o crime. "Os policiais falaram que era preciso esperar 24 horas para registrar a ocorrência", disse a corretora de imóveis Márcia Fogaça, de 35 anos, prima de Alípio. Segundo ela, só foi feito BO de desaparecimento.

"Quando uma família chega na delegacia e fala que o parente estava na frente de casa e foi levado por outras pessoas, para mim isso é sequestro", afirmou o delegado-geral. "Em caso de dúvida, os policiais deveriam ter entrado em contato com os seus superiores."

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