Corregedoria investiga 11 policiais por supostas irregularidades em licitações

Um dos três contratos suspeitos, de 2009, custou R$ 7,5 milhões, para a implantação de 25 delegacias móveis não inauguradas

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

17 Dezembro 2013 | 12h45

SÃO PAULO - A Corregedoria-Geral da Administração (CGA) do Estado de São Paulo investiga 11 policiais, entre eles nove delegados, por supostas irregularidades em licitações do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol). Um dos três contratos suspeitos, de 2009, custou R$ 7,5 milhões para a implantação de 25 delegacias móveis, que até agora, segundo a corregedoria, não entraram em funcionamento.

Estão em análise outros dois contratos, todos de um convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça. O primeiro, de 2002, foi usado para adquirir softwares no valor de R$ 167 mil que seriam usados na integração do sistema de unidades móveis. O segundo, de 2008, que custou R$ 1,2 milhão, serviu para compra de equipamentos.

Em nota, a Secretaria de Segurança afirma que "não tolera desvios de conduta por agentes de Estado". Segundo o órgão, o processo na CGA foi aberto a pedido da própria pasta, que também promove uma sindicância interna contra os 11 policiais.

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